A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) condene três deputados federais e outros cinco réus por envolvimento em um esquema de corrupção ligado ao repasse de emendas parlamentares. A PGR apresentou o pedido nesta segunda-feira, 10, ao enviar as alegações finais à Corte.
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O caso se concentra no envio de aproximadamente R$ 6,7 milhões ao município de São José de Ribamar (MA). Segundo a PGR, os envolvidos negociaram mais de R$ 1,6 milhão em propina para liberar as verbas.
Provas apontam para esquema de corrupção
Segundo apuração do jornal O Globo, as investigações revelam que os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) lideravam uma rede responsável por direcionar emendas a municípios maranhenses em troca de vantagens financeiras. A Procuradoria afirma que o grupo formou uma organização criminosa e que os três parlamentares atuavam no núcleo central do esquema.
Mensagens interceptadas mostram conversas entre os deputados sobre a destinação das verbas. Em uma conversa de dezembro de 2019, Pastor Gil perguntou a Josimar quais cidades ele pretendia contemplar. “Dei 1.048.000 para São José de Ribamar”, teria respondido o parlamentar. Segundo a denúncia, os investigadores confirmaram os repasses.
Em 2021, o jornal revelou vídeos gravados em uma ação controlada da Polícia Federal. Nas imagens, Maranhãozinho aparece entregando uma caixa de dinheiro a um aliado. O material faz parte da Operação Descalabro, outro inquérito que investiga o mesmo deputado por desvios de recursos públicos no Maranhão. Ao Globo, o parlamentar afirmou estar “tranquilo” quanto às acusações e que não está envolvido no esquema.
Nas alegações finais, a PGR pediu que o STF condene os réus à perda do mandato e ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. O processo está sob relatoria do ministro Cristiano Zanin e aguarda julgamento pela 1ª Turma do Supremo.
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