O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta-feira, 2, que pretende abrir mão de hotel durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém de 10 a 21 de novembro.
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“Falei pra Janja, não vou nem pra hotel, vou dormir num barco”, afirmou Lula durante evento no arquipélago do Marajó, no Pará. “Porque enquanto os gringos estiverem dormindo, vou estar pescando. Quem sabe eu consiga pegar um filhote, quem sabe eu consiga pegar um pirarucu.”
Lula relacionou a decisão de dormir em barco à forma como pretende conduzir a conferência. Durante o evento, afirmou que “não vai ser a COP do luxo, é a COP da verdade”, ao argumentar que o encontro mostre a realidade amazônica aos líderes estrangeiros.
Hospedagem é ponto de tensão na COP30
A fala do presidente ocorre em meio à preocupação com a rede de hospedagem da capital paraense. Belém deve receber entre 40 mil e 50 mil pessoas, como chefes de Estado, diplomatas, empresários, jornalistas, ativistas e integrantes de delegações de quase 200 países.
O secretário extraordinário da COP30, Valter Correia, chamou atenção para os limites da infraestrutura local. Em fevereiro, ele pediu que as delegações internacionais ajustem suas expectativas. “As delegações precisam baixar a expectativa, porque Belém ou qualquer outra cidade aqui não é uma Dubai, que não é uma Baku”, afirmou, em referência à sede da última COP, no Azerbaijão.
Correia admitiu dificuldades com preços de diárias e citou negociações para conter valores considerados abusivos. “Não há nenhum segredo sobre os valores abusivos que têm nas diárias, que a gente está tentando sensibilizar toda a rede hoteleira”, disse. Segundo ele, o governo avalia inclusive o uso da legislação brasileira para coibir práticas irregulares.
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Lula já havia abordado o tema em outras ocasiões, em tom de descontração. “Se não tiver hotel cinco estrelas, durma em um de quatro”, disse em fevereiro, em Belém. “Se não tiver de quatro, durma em um de três. Se não tiver de três, durma na estrela do céu do mundo, olhando para o céu, que vai ser maravilhoso.”
O presidente também respondeu às críticas sobre a escolha da cidade para sediar o encontro. “A COP é um evento da ONU, e a ONU escolheu o Brasil, que escolheu o Pará, que escolheu Belém”, explicou. “‘Ah, mas em Belém não tem hotel.’ É bom que não tenha. É bom que eles tomem picada de carapanã.”
Em setembro, Lula reconheceu as limitações da capital paraense. “Conheço a infraestrutura de Belém, sei da dificuldade, sei da falta de leito”, declarou. “Mas estamos fazendo um esforço incomensurável, só do governo federal tem mais de R$ 6 bilhões investidos na questão de saneamento básico e infraestrutura.”
Leia também: “A vida de luxo do casal Lula e Janja”, reportagem de Rachel Diaz e Thiago Vieira publicada na Edição 222 da Revista Oeste









































Ele sugere barcos para os outros mas volta pro alvorada com combustível pago,no mesmo dia. Seria bom que se hospedasse num igarapé cheio de piranhas, jacarés e deixasse a canja com o boto rosa.kkkk
Sério, o Lulinha também vai para a Palestina. De barco com a Gretta, e as deputadas do PT. Que alívio para o Brasil.
Só lá que os visitantes podem tomar “picada de carapanã”. Uma coisa exótica, que só mesmo um grande conhecedor da Amazônia pode conhecer, já deve ter tomado várias em sua vida. Essa tal de “carapanã” que tanto ilustra as falas do cara, é conhecida aqui em São Paulo como “pernilongo”, em outros locais como muriçoca, mosquito, etc.. A picada de pernilongo, ou carapanã como ele diz para mostrar seu grande conhecimento sobre a região norte, não dói tanto quanto ter que escutar as falas desse cara.
fazer o evento num local pobre foi um acerto pois esses eventos sao sempre fachada pra fazerem apenas turismo
6 bilhões do governo federal, lul4?!
Você quer dizer 6 bilhões do pagador de impostos! Seja ele apoiador ou não dá cop 30.
Absurdo imenso para um país pobre como o nosso.