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Política

Conselho de Ética analisa abertura de processos de deputados de esquerda

Entre os requerimentos em avaliação estão o de André Janones e do recém-ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos

Reunião do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados | Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Reunião do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados | Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O Conselho de Ética da Câmara se reúne nesta quarta-feira, 22, para analisar a abertura de processos contra três deputados de esquerda: André Janones (Avante-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Célia Xakriabá (Psol-MG). Também está na pauta o requerimento contra Guilherme Boulos (Psol-SP), o novo ministro da Secretaria-Geral do governo Lula

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As ações contra os nomes aliado à esquerda foram movidos no Conselho de Ética pelo PL e pelo Novo. Nos requerimentos, Janones, Lindbergh, Xakriabá e Boulos são acusados de quebra de decoro parlamentar.

As ações refletem o acirramento entre governo e oposição dentro do colegiado, que nesta mesma sessão também deve analisar pedidos movidos por partidos de esquerda contra deputados de direita.

Representações contra deputados de esquerda

Embora Janones tenha afirmado ter protocolado a proposta da escala 6x1, não há registros dessa iniciativa no site oficial da Câmara dos Deputados | Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados
André Janones (Avante-MG) durante sessão da Câmara dos Deputados | Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

André Janones

O PL acusa Janones de ter mentido ao Conselho de Ética ao negar envolvimento em suposto esquema de “rachadinha” em seu gabinete. O texto cita um acordo de não persecução penal firmado com a Procuradoria-Geral da República como reconhecimento de culpa.

De acordo com a peça, “sem saber que estava sendo gravado, o deputado Janones, sem qualquer pudor, moral ou ética, alegou que pretendia gastar o dinheiro fruto do desvio dos salários dos servidores com casa, carro, poupança e previdência privada dele mesmo”. O PL afirma ainda que o parlamentar “faltou com a verdade ao apresentar defesa no Conselho e, posteriormente, firmar acordo reconhecendo o crime”.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias: reação proporcional | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Lindbergh Farias

São duas ações movidas contra o líder do PT na Câmara. Na primeira, o Novo afirmou que Lindbergh violou o decoro parlamentar ao acionar o Ministério Público contra o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) por críticas feitas ao Supremo Tribunal Federal em discurso na tribuna.

Segundo a representação, o petista teria “deturpado o teor dos fatos e demonstrado desprezo pela verdade”, ao tentar criminalizar falas protegidas pela imunidade parlamentar. O documento pede a instauração de processo disciplinar por “ato atentatório ao decoro”.

Já no requerimento enviado pelo PL, Lindbergh foi acusado de ofender o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) em entrevista ao jornal O Tempo, em 13 de março. Na gravação, o petista se referiu ao parlamentar como “canalha, assassino e desqualificado”, afirmando que “é com esgoto que a gente está disputando”. O PL pede a cassação do mandato de Lindbergh por crime contra a honra e “abuso das prerrogativas parlamentares”.

Boulos
Boulos foi nomeado novo ministro do governo Lula na noite desta segunda-feira, 20 | Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

Guilherme Boulos

Também de autoria do PL, o novo ministro da Secretaria-Geral foi acusado de ter “ofendido de forma grosseira e desproporcional” os deputados da oposição durante sessão do Conselho de Ética em abril.

Na ocasião, Boulos afirmou que “Gayer matou uma pessoa e deixou outra paraplégica dirigindo bêbado, sendo reincidente” e chamou Carla Zambelli de “pistoleira”, ao questionar “dois pesos e duas medidas” nas punições da Casa. O PL argumenta que as declarações configuram calúnia e injúria, “incompatíveis com a dignidade do mandato”.

Deputada Célia Xakriabá | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Célia Xakriabá

Em outra ação movida pelo PL, a psolista foi acusada de “atacar fisicamente” o deputado Kim Kataguiri (União-SP) durante a votação do projeto de licenciamento ambiental em 17 de julho.

O partido sustenta que “a representada avançou contra o deputado Kim Kataguiri para atacá-lo (apunhalar) com uma caneta em mãos, ferindo o deputado Coronel Meira ao ser contida”. O documento inclui links de vídeos e notas taquigráficas da sessão para embasar o pedido de cassação.

Processos contra deputados de oposição

Eduardo se diz maduro para herdar votos de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Conselho de Ética deve analisar um requerimento protocolado pelo PT contra o deputado Eduardo Bolsonaro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A reunião também deve analisar representações movidas por partidos de esquerda contra deputados de oposição. O colegiado deve avaliar os seguintes requerimentos: 

Ação do Psol que solicita a punição a Sargento Fahur (PSD-PR), por suposta ameaça ao deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), e contra Kim Kataguiri, por “ataques racistas e preconceituosos” contra Célia Xakriabá.

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Já o PT protocolou três ações contra nomes da direita:

  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP) — acusado de supostos ataques ao STF e tentativa de influenciar autoridades estrangeiras contra o Brasil;
  • Gilvan da Federal (PL-ES) — suposta incitação de violência contra o presidente Lula; e
  • Éder Mauro (PL-PA) — por suposta agressão física a um cidadão.

2 comentários
  1. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    A esquerda tem
    Imunidade do Stf …

  2. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Essa deputada do PSOL parece que vai para uma festa de carnaval todos os dias. Quem ela acha que acredita que seus semelhantes usa isso?

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