publicidade
Política

Conselho de Ética abre processo contra Eduardo Bolsonaro

Parlamentar ironizou caso de tortura ocorrido contra a jornalista Míriam Leitão durante o regime militar

O Conselho de Ética da Câmara abriu processo disciplinar contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O motivo da apuração foi a publicação feita pelo parlamentar, no mês passado, em que ele ironiza a tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão, colunista do jornal O Globo, durante o regime militar.

No início de abril, Míriam compartilhou em seu perfil no Twitter uma coluna feita para o jornal em que afirmava que “o erro da terceira via é tratar Lula e Bolsonaro como iguais.”

Receba nossas atualizações

Em resposta, Eduardo compartilhou a publicação dizendo: “Ainda com pena da cobra”. A citação é referente ao episódio em que Míriam foi colocada em uma cela escura com uma jiboia. A jornalista foi presa pelos militares em 1972 por atuar como militante do PCdoB.

As representações contra Eduardo foram apresentadas pelos partidos PCdoB, Rede, PSol e PT. As siglas pedem a cassação do mandato do parlamentar.

Trâmite

Os deputados Mauro Lopes (PP-MG), Pinheirinho (PP-MG) e Vanda Milani (Pros-AC), integrantes da comissão, foram sorteados como candidatos para relatar o caso. O presidente do conselho, Paulo Azi (União Brasil-BA), escolherá um deles para ser o relator pela admissibilidade ou não do processo. O escolhido terá dez dias úteis para apresentar um parecer preliminar pelo prosseguimento ou arquivamento do caso.

Se o conselho decidir continuar com a apuração, o deputado é notificado e deve apresentar sua defesa por escrito em dez dias úteis.

Depois da defesa, o colegiado coletará provas e ouvirá testemunhas de acusação e de defesa, o que pode durar 40 dias. O relator terá dez dias úteis para apresentar um parecer, que será votado pelo conselho. O prazo máximo do processo no Conselho de Ética é de 90 dias.

O deputado ainda poderá recorrer à Comissão de Constituição e Justiça sobre a decisão do Conselho de Ética. Mas caso o pedido seja negado, a votação para a cassação irá ao plenário da Câmara.

Leia mais sobre:

6 comentários
  1. Carlos Andre de Freitas Vasconcelos
    Carlos Andre de Freitas Vasconcelos

    Mas a Miriam Leitão comprovou que ocorreu mesmo esse fato de terem colocado uma jibóia com ela no quarto escuro? Duvido que tenha comprovado.

  2. Sebastião Do Paula
    Sebastião Do Paula

    Esses comunitas tem alguma moral para processar alguém, todos os integrantes do mensalão, petrolao, todos integrantes desses partidos.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade