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Política

Confederação do comércio é contra a PEC do fim da jornada 6x1

O órgão afirma que a redução das horas semanais trabalhadas pode aumentar custos e resultar em demissões

PEC quer o fim da jornada 6x1
O comércio deve ser um dos setores mais impactados com a medida | Foto: José Paulo Lacerda/CNI

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) posicionou-se contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas. A medida colocaria o fim da jornada 6×1. A proposta, de autoria da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), ainda está na fase de coleta de assinaturas.

Segundo o site Poder360, a CNC afirma que uma alteração na carga horária, sem a devida redução dos salários, elevaria significativamente os custos operacionais das empresas. Em comunicado, a confederação informou que, ao invés de criar novos empregos, a medida poderia resultar em demissões em setores que demandam alta mão de obra.

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A CNC afirmou se preocupar com o possível impacto de uma semana de trabalho reduzida sobre o setor de serviços e comércio. O órgão ainda informou que isso pode comprometer a capacidade de atendimento ao consumidor e afetar a competitividade empresarial.

“Embora entendamos e valorizemos as iniciativas que visam a promover o bem-estar dos trabalhadores e ajustar o mercado às novas demandas sociais, destacamos que a imposição de uma redução da jornada de trabalho sem a correspondente redução de salários implicará diretamente no aumento dos custos operacionais das empresas”, afirmou a CNC.

Fim da jornada 6×1 deve ser analisada por setor

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Erika Hilton é a responsável pela proposta | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A entidade defende que mudanças na carga horária devem ser avaliadas por cada setor, respeitando suas especificidades, em vez de impor uma regra única.

De acordo com a Constituição brasileira, atualmente, a jornada de trabalho é 44 horas semanais — o que permite, por exemplo, seis dias seguidos de expediente. A proposta da sugere a manutenção das oito horas diárias, mas com uma semana de 36 horas, o que limitaria a atuação a cinco dias consecutivos.

O texto também permite a compensação de horários e a redução da jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Sem apresentar dados, Erika diz que a redução da jornada, sem cortes salariais, poderia melhorar o bem-estar dos empregados e abrir novas vagas de trabalho, especialmente para jovens, para compensar as folgas dos atuais funcionários.

A CNC afirmou que qualquer mudança nas leis trabalhistas deve ser amplamente discutida e analisada, para considerar os impactos econômicos e sociais do projeto. A confederação pediu aos parlamentares que reconsiderem a proposta e procure alternativas que promovam o desenvolvimento econômico sem sobrecarregar as empresas.

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1 comentário
  1. Christian
    Christian

    Esta imbecil que nunca saiu do Brasil não sabe o que uma jornada semanal de 36 horas causou o caos na França.
    DAqui a pouco vai querer tam bém dois meses de férias por ano.

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