A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a participação da jogadora trans Tifanny Abreu na Copa do Brasil de Vôlei, em Londrina (PR). A entidade acionou a Suprema Corte depois de a vereadora Jessica Ramos Moreno (PP), a Jessicao, apresentar um requerimento contra a atuação da atleta no jogo que vai ocorrer nesta sexta-feira, 27, no Ginásio Moringão.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Receba nossas atualizações
A partida está programada para ocorrer às 18h30, entre os times Osasco (em que Tifanny atua) e Sesc-Flamengo. Os vereadores de Londrina aprovaram o texto apresentado por Jessicao por 12 votos a 4, horas antes da partida. A proposta deriva da Lei nº 13.770, de 2024, de autoria de Jessicao.
Em resposta, a CBV divulgou nota que reforça as medidas que estão sendo tomadas “para garantir a participação de atletas legalmente inscritos na Copa Brasil”.

“A jogadora Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, está elegível a participar pelos critérios estabelecidos na política de elegibilidade de atletas trans da CBV”, afirmou a entidade.
Implicações da lei e histórico da atleta trans
A legislação aprovada prevê que o descumprimento pode resultar na revogação do alvará do evento e na aplicação de multa administrativa de R$ 10 mil. O texto da lei equipara sexo biológico a masculino ou ao feminino e impede a participação de atletas que se identificam de modo diferente.
Com 40 anos, Tifanny é a única mulher trans a atuar no vôlei feminino de elite brasileiro. A jogadora obteve autorização da Federação Internacional de Voleibol para jogar em campeonatos femininos.
Leia mais: “Como um atleta trans praticamente destruiu o vôlei feminino”, artigo de Lauren Smith publicado na Edição 248 da Revista Oeste
Jessicao reagiu à decisão da CBV. A Oeste, a parlamentar afirmou que os direitos das mulheres serão abandonados, caso o STF permita a participação de Tifanny na Copa Brasil de Vôlei. “A lei busca resguardar os direitos das mulheres”, afirmou. “Infelizmente, vivemos em um país injusto, onde é permitido a homens competirem contra mulheres, afundando sonhos de milhares de atletas. É inegável a força de um homem contra uma mulher.”








































Se fosse um homem trans (mulher que se identifica como homem), haveria interesse em participar da equipe masculina? DUVIDO.