O comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ser dispensado do depoimento como testemunha de Almir Garnier, o seu antecessor, e agora réu na Corte por suposta tentativa de golpe de Estado.
Garnier indicou Olsen para falar a seu favor. A audiência está prevista para amanhã, sexta-feira 23.
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“O requerente informa que desconhece os fatos objeto de apreciação na presente ação penal, motivo pelo qual requer o indeferimento da sua oitiva na qualidade de testemunha”, alegaram, ao STF, os representantes de Olsen, que são da Advocacia-Geral da União, na quarta-feira 21.
Olsen era comandante de Operações Navais em 2022, área responsável pelo preparo e pelo emprego das forças e dos fuzileiros navais na Marinha. Conforme a defesa de Garnier, Olsen poderia atestar que não houve movimentação de tropas no fim do governo Bolsonaro.
Ex-comandantes comentam papel de Almir Garnier sobre o suposto golpe

No começo da semana, ex-comandantes das Forças Armadas deram versões diferentes, sobre o suposto golpe.
“Se mentiu na polícia, tem que dizer que mentiu na polícia”, disse Moraes. “A testemunha foi comandante do Exército, está preparado para situações de pressão. O senhor disse na polícia que Garnier se colocou à disposição do presidente. Ou o senhor falseou na polícia, ou está falseando aqui.”
No dia seguinte, foi a vez do depoimento do ex-comandante da Aeronáutica Baptista Junior. Segundo o brigadeiro, Garnier disse que as tropas estariam à disposição de Bolsonaro.
Leia também: “O preso de estimação do STF”, reportagem publicada na Edição 269 da Revista Oeste





































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