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Política

Com Lula, Exército perde 1,7 mi de seguidores na internet

Desde a posse do petista, corporação acumula queda, enquanto Marinha e Aeronáutica crescem em popularidade nas redes sociais

Lula e Tomás Paiva, nomeado pelo presidente como comandante do Exército: militar teria sido informante do então candidato petista | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula e Tomás Paiva, nomeado pelo presidente como comandante do Exército: militar teria sido informante do então candidato petista | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os perfis do Exército Brasileiro nas redes sociais perderam cerca de 1,7 milhão de seguidores desde que o presidente Lula da Silva tomou posse, em janeiro de 2023. Os dados fazem parte de um levantamento da consultoria Bites, conforme divulgou o jornal O Globo nesta segunda-feira, 19.

A análise considerou os principais canais digitais do Exército no Instagram, no Twitter/X, no YouTube e no Facebook. Em números absolutos, a maior queda ocorreu no Instagram, com a redução de 1,71 milhão de seguidores. Em seguida, aparecem o Facebook, com perda de 110,6 mil seguidores, e o Twitter/X, com 4,8 mil. Apenas o YouTube registrou crescimento, com acréscimo de cerca de 60 mil usuários.

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Lula: influência na imagem das Forças Armadas

A tendência negativa contrasta com o desempenho das outras forças militares. No mesmo período, a Marinha do Brasil conquistou 14 mil novos seguidores, enquanto a Força Aérea Brasileira (FAB) viu um crescimento de 4 mil. Os dados indicam uma mudança na percepção pública sobre o Exército em relação às demais instituições militares.

Já os perfis oficiais de ministérios apresentaram variações menos drásticas: alguns cresceram, enquanto outros registraram pequenas quedas. O Ministério da Defesa, que coordena as três Forças Armadas, perdeu 185 mil seguidores desde o início do ano.

Queda teria relação com apoio ao PT

O enfraquecimento da presença digital do Exército coincide com o período da suposta tentativa de golpe que tentaria impedir a posse de Lula. A operação, investigada pela Polícia Federal (PF) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), resultou em uma série de denúncias contra militares da ativa e da reserva.

Entre os denunciados estão o general de brigada Mário Fernandes, o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, os majores Rodrigo Bezerra Azevedo e Rafael Martins de Oliveira, além do policial federal Wladimir Matos Soares. Todos são réus por suposta participação nos ataques à Praça dos Três Poderes.

Embora a queda nas redes sociais não represente, isoladamente, uma crise institucional, especialistas dizem que a perda de seguidores pode indicar desgaste na imagem pública do Exército. Em tempos de forte polarização política, a percepção de neutralidade das Forças Armadas se torna um ativo estratégico.

A nova gestão do Ministério da Defesa vem tentando reposicionar a comunicação institucional do Exército, com foco em missões constitucionais e ações sociais. Ainda assim, o impacto dos escândalos recentes continua refletido no ambiente digital da corporação.

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4 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Hoje esses Frouxas Armadas do Bóstil só servem para gastar $ do povo. Cambada de Comandantes que se ajoelham para bandidos para lamberem as botas sujas de corrupção e até sangue de inocentes… Praticantes de perfídias, são hoje a desonra da nação, inúteis e mercenários!!!

  2. FORA LULA
    FORA LULA

    ooo que peninha, a população não acredita mais no exército… fica tiste não… o pizidenti logo entrega umas medalhas…

  3. RCB
    RCB

    Sou filho de ex-combatente. Agradeço muito a Pefeitura da cidade de Montese, na Itália, pelo expressivo mural artístico em homenagem à FEB. A população de Montese rendeu as homenagens que os generais do Alto Comando deixaram de fazer àqueles que com bravura lutaram contra o nazismo e o fascismo.
    Quanta humilhação e vergonha!

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