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Política

Cleitinho quer que plenário do Senado vote anistia a presos do 8 de janeiro

Ao todo, 480 réus foram condenados pelas manifestações de 2023

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) cobra agilidade na votação do processo sobre o voto impresso | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) durante sessão no Senado | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em discurso realizado no plenário do Senado nesta terça-feira, 11, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) defendeu a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e cobrou que a decisão seja levada ao plenário.

Ao tratar do tema, Cleitinho expôs o que considera um tratamento judicial desigual. O senador citou casos como o de Débora Rodrigues, que escreveu “Perdeu, Mané” em uma estátua com batom e pode ser condenada a 17 anos de prisão.

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“Ela nunca desviou dinheiro público e nunca roubou”, comparou Cleitinho, ao mencionar o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, condenado no âmbito da Operação Lava Jato e que hoje está em liberdade.

“Esse está solto, rindo da cara do povo e ainda dando entrevista falando que vai vir candidato novamente — um réu confesso”, afirmou Cleitinho. Ele defendeu a ideia de que não se trata de uma questão partidária, mas, sim, de justiça. “Tire o seu lado ideológico, é só você pensar!”

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O senador criticou a demora do Congresso em pautar o tema e cobrou uma postura democrática dos presidentes da Câmara e do Senado. “O plenário é soberano”, disse. “Quem é contra a anistia vai se posicionar contra, e quem é a favor da anistia, como eu, se posiciona favoravelmente.”

Ao todo, o Supremo Tribunal Federal condenou 480 réus pelas manifestações de 8 de janeiro de 2023, que resultaram em denúncias contra 1,6 mil envolvidos. As maiores penas foram aplicadas a Aécio Lúcio Costa Pereira e Marcelo Fernandes Lima, condenados a 17 anos de prisão.

Cleitinho sai em defesa de Nikolas

Além da defesa da anistia, Cleitinho também se manifestou contra a proposta de aumentar o número de deputados federais de 513 para 527, sob a alegação de que a medida elevaria os gastos do Congresso em cerca de R$ 50 milhões anuais.

“Se tem dois meses que a gente está parado aqui, qual é o intuito de colocar mais políticos ainda no Congresso Nacional?”, questionou. Por outro lado, ele defendeu a criação de um teto para o ICMS dos alimentos da cesta básica, medida que, segundo ele, ajudaria a reduzir o custo dos produtos essenciais para a população.

Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) durante sessão no Senado Federal | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) durante sessão no Senado Federal | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador também prestou solidariedade ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a quem chamou de “amigo e conterrâneo”. Cleitinho criticou integrantes da própria direita que questionam a lealdade ideológica do parlamentar.

“Esse pessoal que está fazendo isso com o Nikolas é um bando invejoso, quer ter o brilho que o Nikolas tem e não vai ter”, afirmou. Para ele, a tentativa de desqualificação de Nikolas é motivada por disputas internas e falta de maturidade política dentro do campo conservador.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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