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Política

Cláudio Castro aposta que TSE vai adiar seu julgamento

Análise que ameaça mandato do governador do Rio deve ser retomada no próximo dia 10

Cláudio Castro candidatura governador Rio Senado
No Tribunal Regional Eleitoral do Rio, Castro havia sido absolvido por 4 votos a 3 em maio de 2024 | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), aguarda com expectativa a retomada de seu julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcado para o próximo dia 10. A Corte pode cassar o mandato do chefe do Executivo estadual e declará-lo inelegível por oito anos.

Nos bastidores, cresce a avaliação de que o ministro Antonio Carlos Ferreira acompanhará o voto da relatora, Isabel Gallotti, conforme informações da jornalista Malu Gaspar, do O Globo. Se isso ocorrer, o placar ficará em 2 a 0 pela condenação.

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A ação aponta suposto uso político da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos. O processo questiona a contratação de cerca de 27,5 mil pessoas em 2022, a poucos meses do pleito. Os autos mencionam pagamentos em espécie, gastos superiores a R$ 300 milhões e ampliação de programas sociais.

A defesa nega irregularidades e sustenta a inexistência de vínculo direto entre o governador e as contratações.

Pedido de vista pode travar julgamento no TSE

O julgamento foi interrompido em novembro por pedido de vista de Ferreira. Na ocasião, Gallotti votou pela cassação de Castro e do então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União). Ela também defendeu a convocação de novas eleições.

No Tribunal Regional Eleitoral do Rio, Castro havia sido absolvido por 4 votos a 3 em maio de 2024. O Ministério Público Eleitoral e o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, Marcelo Freixo, recorreram ao TSE.

O TSE é composto por sete ministros e exige quatro votos para formar maioria. Além de Ferreira, ainda votarão Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, Kassio Nunes Marques, Andre Mendonca e Carmen Lucia.

Aliados de Castro contam com novo pedido de vista para adiar a decisão. A estratégia considera a troca na presidência do TSE. A ministra Cármen Lúcia encerrará o mandato em maio e será sucedida por Nunes Marques.

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Um adiamento poderia beneficiar o governador, que pretende disputar vaga ao Senado neste ano. Conforme a lei eleitoral, ele precisa deixar o cargo até o início de abril. O registro das candidaturas ocorre em agosto. A diplomação costuma acontecer em dezembro.

Uma eventual condenação somente depois da diplomação não impediria a posse. Segundo o Art. 55 da Constituição, a perda do mandato por condenação criminal não é sempre automática. Cabe à respectiva Casa Legislativa — Câmara ou Senado — decidir sobre a cassação por maioria absoluta.

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