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Política

Cidades com maior número de funcionários em relação à população são pouco eficientes

Ranking revela que municípios brasileiros com menos servidores por habitante têm melhor saúde, educação e saneamento

Fachada de uma prefeitura municipal, em alusão à matéria sobre cidades com mais funcionários em relação à população serem as menos eficientes
De 5.276 municípios, 80,2% daqueles com até 35 servidores por mil habitantes são considerados eficientes ou apresentam alguma eficiência | Foto: Divulgação/Prefeitura de Pindamonhangaba

A eficiência das cidades brasileiras na oferta de serviços públicos, como saúde, educação e saneamento, é inversamente proporcional ao número de funcionários por habitante. O jornal Folha de S.Paulo revelou esses dados em um ranking de eficiência de municípios.

O levantamento avaliou 5.276 municípios do Brasil e revelou que aqueles com até 35 servidores a cada mil habitantes são considerados eficientes ou apresentam alguma eficiência. Esta afirmação se mostra verdadeira em 80,2% dos casos.

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Em contrapartida, apenas 58,1% dos municípios com mais de 70 funcionários a cada mil moradores apresentam eficiência ou alguma eficiência. A contratação de mais servidores eleva os custos fixos das prefeituras e reduz o espaço no orçamento para investimentos em equipamentos essenciais e infraestrutura, como escolas e hospitais.

Crescimento no número de servidores municipais

Espaço de trabalho, em alusão à matéria sobre eficiência de cidades brasileiras com menos servidores públicos
Espaço de trabalho ilustrativo | Foto: Reprodução/Freepik/Arthur Hidden

Dados da consultoria LCA indicam que o número de servidores municipais cresceu 28% na última década: passou de 5,8 milhões para 7,4 milhões. No mesmo período, o número de servidores estaduais permaneceu estável, em 3,5 milhões, enquanto o de servidores federais também se manteve constante, com 1,7 milhão. Este estudo tem como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia também: “O confisco de Lula”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 234 da Revista Oeste

Desde a promulgação da Constituição de 1988, que atribuiu maiores responsabilidades aos municípios nas áreas de saúde e educação, o número de servidores municipais aumentou 400%, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A criação de quase 1,2 mil novas cidades desde então também contribuiu para esse crescimento.

Muitas dessas novas administrações dependem significativamente de transferências de recursos da União e dos Estados para manterem suas operações. Entre junho de 2023 e junho de 2024, o Brasil criou 429,4 mil novas vagas no setor público, sendo 314,9 mil (73,3%) nas prefeituras, conforme dados da LCA.

O economista da consultoria Bruno Imaizumi explica que um dos fatores para esse aumento é a necessidade de reforçar as redes de atendimento à saúde. Tal fato ocorre depois da pandemia, devido a surtos recentes de doenças respiratórias e dengue. As despesas com pessoal nos municípios cresceram 13,2% em 2023 — um aumento de R$ 47,6 bilhões, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

O ranking de eficiência de cidades brasileiros

O estudo da Folha e do Datafolha indica que apenas 163 municípios (3% do total) são considerados “eficientes”. Outros 3.591 (68%) têm “alguma eficiência”, enquanto 1.450 (27,5%) apresentam “pouca eficiência”. Os 72 “ineficientes” representam 1,3% do total. A escala de eficiência varia de zero a um, com Bagre, no Pará, com o pior desempenho (0,220), e Botucatu, em São Paulo, com o melhor índice (0,769).

Leia mais: “Mais impostos? Não!”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 233 da Revista Oeste

O estudo também mostra que municípios com maior dependência econômica do setor público tendem a ser menos eficientes. Por outro lado, cidades onde os setores de serviços e industrial têm maior participação no Produto Interno Bruto (PIB) são mais eficientes na gestão de recursos e oferta de serviços públicos.

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3 comentários
  1. Bibliófilo

    O funcionalismo público (sem exceção) é a desgraça do Brasil, a começar pelo congresso.

  2. Antonio Aparecido Rinaldi
    Antonio Aparecido Rinaldi

    Através de funcionário público no Brasil, não se tem eficiência em qualquer serviço prestado, principalmente na educação, onde professores do estado foram adestrados a manipular a classe jovem em finalidades políticas ligadas ao socialismo petista!

  3. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    A vida é assim, a Natureza nos mostra isso ad aeternum, existe uma Economia – equação holística universal -, que leva tudo ao ponto de equilíbrio.
    Apenas nas cabeças de alienados que, no caso, entupir os órgãos públicos de seus agentes (aparelhamento), leva algo a uma situação estável de maneira que possam perpetuar o butim.
    Loucura!

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