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Política

Chefe do MP do Rio reage a investigação e acusa irmão de Dino de militância

Procurador-geral Antonio José Moreira criticou subprocurador da República e Defensoria Pública em discurso em Brasília

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Nicolao Dino, subprocurador-geral da República | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, criticou duramente o subprocurador-geral da República Nicolao Dino durante um discurso em Brasília nesta quinta-feira, 13. Segundo Moreira, o irmão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atua com motivação ideológica e tenta desmoralizar o Ministério Público estadual.

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A declaração foi feita no Congresso Nacional do Ministério Público. Moreira reagiu à abertura de um procedimento pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão para apurar a conduta de policiais envolvidos na megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão.

O chefe do MP fluminense classificou a iniciativa como um ataque à autonomia da instituição. “O que esse cidadão que, a mim me parece, não tem compromisso com o Ministério Público, tem compromisso com a sua ideologia, o que esse cidadão pretende fazer é desmoralizar o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro”.

Durante a fala, ele mencionou o pedido que encaminhou ao Conselho Nacional do Ministério Público para impedir a atuação de um procurador federal no caso. Segundo Moreira, a Procuradoria dos Direitos do Cidadão, chefiada por Nicolao Dino, não tem atribuição legal para intervir na apuração da operação.

Moreira vê interferência ideológica e diz que acionará o STF

O discurso incluiu críticas à Defensoria Pública da União. Moreira acusou o órgão de funcionar como um “braço político” e de tentar assumir funções do MP. “Não podemos abrir um milímetro das nossas atribuições para a Defensoria Pública; um milímetro sequer”.

Ele ainda citou o procurador federal Julio José de Araujo Junior — sem nomeá-lo diretamente — e o acusou de ativismo. De acordo com Moreira, Araujo agiu de forma precipitada ao acusar publicamente o Estado de genocídio, antes de saber o que de fato havia ocorrido.

+ Leia também: “Irmão de Dino quer responsabilizar policiais depois de megaoperação no Rio”

O procurador-geral afirmou que o próprio ministro Alexandre de Moraes, relator da ADPF das Favelas, reconheceu a atribuição do MP estadual para conduzir a investigação.

Assim, anunciou que encaminhará uma petição ao STF para denunciar o descumprimento da decisão de Moraes. Disse ainda que comunicará o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a tentativa de interferência ideológica nas investigações.

2 comentários
  1. Aeduardo
    Aeduardo

    É…. Figuradamente este país precisa de uma guilhotina urgentemente. Como a resposta deste Procurador Geral Fluminense, na jugular deste imbecil pau mandado do irmão balofo maranhense comunista estacionado no STF.

  2. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Só uma pergunta: esse irmão do troglodita é concursado ou foi indicado ao cargo para irmãozinho generoso?

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