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Política

CGU investiga servidores do INSS

Órgão abre processos para apurar a conduta de funcionários; propinas superariam o valor de R$ 9 milhões, diz Polícia Federal

Prédio da Controladoria-Geral da União, um dos órgãos que desvendou escândalo do INSS CGU
CGU, em Brasília: série de processos para desvendar movimentações financeiras fraudulentas no INSS | Foto: Divulgação/CGU

A Controladoria-Geral da União (CGU) instaurou nove procedimentos contra servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida relaciona-se principalmente à suspeita de envolvimento no esquema bilionário de cobranças indevidas de aposentados e pensionistas. As apurações, que correm sob sigilo, incluem indícios de enriquecimento ilícito e estão em fase inicial.

De acordo com documento enviado à CPI do INSS, o órgão abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar principalmente a conduta de servidores da autarquia. Além disso, instaurou sete Sindicâncias Patrimoniais (Sinpas). Essa providência é para verificar movimentações financeiras suspeitas. 

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CGU: demissão e processo criminal

Do mesmo modo, a CGU deu início a uma Investigação Preliminar Sumária (IPS) para pontos que não se enquadram nos demais processos. A confirmação de irregularidades admite sanções administrativas, que vão de advertência até demissão. O material também poderá chegar à Polícia Federal e ao Ministério Público para apuração criminal.

As investigações da Polícia Federal revelam que dirigentes e servidores do INSS receberam propina para facilitar e validar os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) que abriram espaço para as cobranças ilegais. Suspeita-se que a transação movimentou pelo menos R$ 9,3 milhões a título de comissionamento. 

Leia também: “Hora de despiorar”, artigo de Eugenio Esber publicado na Edição 289 da Revista Oeste

O dinheiro, segundo a PF, partiu de empresas controladas pelo lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como articulador do esquema e preso preventivamente por decisão do Supremo Tribunal Federal. Ele nega as acusações e sustenta que os pagamentos feitos tiveram origem em serviços prestados às suas companhias.

A CGU informou que as apurações contam com dados fornecidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que monitora movimentações financeiras suspeitas. Além dos nove procedimentos sob responsabilidade da Controladoria, a Corregedoria do INSS abriu outros 12 Processos Administrativos de Responsabilização (PARs) e seis processos entre PADs e IPS, que foram incorporados às análises da CGU.

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