O depoimento do CEO do C6 Consignado à CPMI do INSS começou sob tensão. Artur Brotto Azevedo se recusou a assinar o termo de compromisso de dizer a verdade — procedimento-padrão exigido de testemunhas em comissões parlamentares de inquérito.
A decisão elevou o clima no colegiado. Mesmo sem assumir o compromisso formal, o executivo respondeu a parte das interpelações do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e reforçou o embate entre instituições financeiras e parlamentares diante das suspeitas de fraudes em empréstimos consignados.
Receba nossas atualizações
+ A dura crítica do presidente da CPMI do INSS a Alcolumbre e ao STF

Ao ser interpelado sobre a legalidade dos empréstimos consignados registrados pelo C6, o executivo defendeu a atuação do banco: “Nós temos convicção absoluta de que cumprimos rigorosamente as regras da autarquia”.
Ao longo do depoimento, Artur Azevedo contestou diretamente uma das principais medidas adotadas pelo INSS no caso — a determinação de devolução de valores cobrados de aposentados e pensionistas.
“Unilateralmente, eles decidiram que deveríamos devolver integralmente o valor a todos os beneficiários que contrataram legitimamente os produtos”, afirmou. “Não nos parece correto fazer a devolução integral dos valores contratados legalmente com a anuência clara e explícita dos contratantes.”
+ Galípolo e Campos Neto devem depor na CPMI do INSS
Azevedo reforçou que, na visão do banco, não houve irregularidades nas operações investigadas pela CPMI.
“Reforço, o C6 sempre atuou dentro das regras estabelecidas pelo INSS, pelo Banco Central e pela legislação brasileira”, disse. “Discordamos veementemente da decisão do INSS, porque temos a convicção que não praticamos nenhuma irregularidade.”
O executivo também revelou que a disputa já foi levada ao Judiciário: “Esse tema já está sendo tratado pela Justiça, onde buscamos o nosso direito de retornar às atividades”.
Tentativa de evitar depoimento na CPMI do INSS

A presença do CEO na CPMI ocorreu depois de uma tentativa frustrada de evitar o depoimento. Mais cedo, a defesa do executivo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a convocação, mas o pedido foi negado, mantendo a obrigatoriedade de comparecimento.
A estratégia evidenciou a resistência de representantes do setor financeiro em prestar esclarecimentos diretamente ao Congresso, em meio ao avanço das investigações sobre o mercado de crédito consignado.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste





































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.