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Política

Celina Leão diz que governo Lula dá a impressão de querer a quebra do BRB

Governadora do DF afirma que bancos públicos evitam negócios e cobra postura ‘republicana’ da União

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta segunda-feira, 20, ter a “impressão” de que o governo federal deseja que o BRB enfrente dificuldades financeiras. Segundo ela, instituições privadas estariam negociando com o banco, enquanto os bancos públicos federais não teriam avançado em tratativas.

Em entrevista à CNN Brasil, a governadora disse que apenas a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil não têm realizado negociações com o BRB. Para Celina, esse comportamento indicaria falta de apoio do governo federal ao banco do Distrito Federal. Ela também criticou o que classificou como ausência de uma postura “republicana” dentro do pacto federativo.

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Celina: falta de “boa vontade” 

No início de abril, a governadora se reuniu com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para discutir alternativas voltadas ao equilíbrio financeiro do BRB. Depois do encontro, Celina declarou não ter percebido “boa vontade” por parte da União em colaborar com soluções para a instituição.

A chefe do Executivo local também rejeitou a possibilidade de discutir contrapartidas do Distrito Federal em um eventual apoio federal, como mudanças no cálculo do fundo constitucional do DF. Segundo ela, propostas nesse sentido já teriam sido apresentadas anteriormente por governos do PT e enfrentadas pela administração distrital.

Leia também: “A suprema cegueira”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 318 da Revista Oeste

Celina afirmou ainda que eventual ajuda da União não representaria um favor ao banco, já que, em sua avaliação, operações entre instituições públicas poderiam ser vantajosas para ambas as partes. A governadora fez um apelo ao governo Lula para que leve em consideração os trabalhadores ligados ao BRB, mencionando cerca de 6 mil servidores cotistas.

A quebra de uma instituição financeira, na visão da governadora, traria instabilidade ao mercado e afetaria diretamente esses funcionários. Celina acrescentou que a responsabilidade do governo federal seria institucional, com foco na preservação do banco e na proteção dos trabalhadores.

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