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Política

Caso Master: presidente do BC isenta Campos Neto

Presidente do Banco Central falou, nesta quarta-feira, 8, à CPI do Crime Organizado

Galípolo e Campos Neto
Presidente do Banco Central reforça inocência de Campos Neto | Foto: Foto: Divulgação/Senado/Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em depoimento à CPI do Crime Organizado, nesta quarta-feira, 8, destacou que não há indício de envolvimento do ex-presidente do BC Roberto Campos Neto no escândalo do Banco Master.

“Não há em nenhum processo de auditoria ou de sindicância”, destaca Galípolo. “Nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos.”

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Petistas, inclusive os da base governistas da CPMI do INSS, buscam colocar a crise do Master na conta de Campos Neto, visto que ele era o presidente do BC quando o escândalo começou. Também é argumentado que servidores do Banco Central envolvidos no escândalo mantiveram a posição de chefia em sua administração.

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Em relação aos próprios servidores, Galípolo destaca que Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza eram servidores com mais de 28 anos de carreira no Banco Central e que descofiar deles era difícil.

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Segundo ele, “Paulo foi diretor em duas presidências anteriores, inclusive, com muito respeito dentro da instituição e do mercado. Belline era de carreira, chegou a chefe, mas não supervisor, mesmo assim, era um nome relevante dentro do BC”.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é o relator da CPI do Crime Organizado. Ele criticou a viagem de Toffoli ao lado de Augusto Arruda Botelho, representante do Banco Master | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é o relator da CPI do Crime Organizado. Ele criticou a viagem de Toffoli ao lado de Augusto Arruda Botelho, representante do Banco Master | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Presidente do BC relata reunião com Vorcaro

Galípolo confirmou à CPI, nesta quarta-feira, que esteve presente em uma reunião no Palácio do Planalto com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o presidente do BC, ele foi informado por Lula que deveria comparecer a uma reunião para tratar de assuntos bancários. Estavam presentes no encontro, Daniel Vorcaro, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o empresário baiano Augusto Lima, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro de Minas Energias, Alessandro Silveira.

“Recebi, a seguinte instrução do presidente: ‘Seja técnico, o mais técnico possível, você tem toda autonomia nesse processo para você perseguir, seja quem for e investigar, seja quem for, mas também não faça nenhum tipo de pirotecnia”, explicou Galípolo. “A orientação sempre foi essa.”

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