Num claro sinal de que, além da soja e do minério de ferro, o Brasil não conseguiu exportar a sua pusilanimidade institucional para o exterior, a alfândega americana começa a desmascarar implacavelmente o nosso partido dirigente disfarçado de corte constitucional. A nota oficial divulgada pelo CBP (Customs and Border Protection), informando que Filipe Martins jamais entrou nos Estados Unidos (EUA) na data usada pela Polícia Federal e por Alexandre de Moraes para prendê-lo, é muito mais do que uma correção burocrática. Trata-se do atestado diplomático de que o arbítrio togado brasileiro, que ultrapassou em muito a imaginação de Kafkas e Orwells, já é mundialmente reconhecido.
Segundo o CBP, não há registro algum de entrada do ex-assessor de Bolsonaro em solo americano em 30 de dezembro de 2022 — justamente o “fato” que embasou sua prisão e sua inclusão num inquérito fraudulento sobre um golpe que nunca houve. Em outras palavras: o principal fundamento da acusação é inexistente. A “prova” era uma ficção estatal, uma espécie de viagem de ácido processual.
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O caso Filipe Martins é o retrato perfeito do regime brasileiro — um híbrido de terrorismo judicial e populismo presidencial, no qual a presunção de culpa substituiu a presunção de inocência, e as autoridades policiais e judiciais se arrogam o direito de fabricar o crime cujo réu pretendem condenar. E fabricação aqui deve ser entendida no sentido mais literal possível. Sim, os sujeitos que se vendem como defensores da democracia, como qualquer malandro de praça vende loções para a cura do câncer, não se vexaram em invadir o sistema de um serviço migratório estrangeiro e falsificar um registro de entrada. Haja fé na própria impunidade. Haja carinho da Globo News.
Fora do Brasil, o mundo começa a compreender a natureza e a extensão das violações de direitos humanos praticadas por Alexandre de Moraes. Primeiro foram as cortes e entidades americanas; agora, é a burocracia fria e impessoal da alfândega dos EUA a lançar luz sobre o abismo moral do nosso Judiciário. E até a Itália, cuja justiça acabou de retirar parte das restrições impostas ao ex-agente de censura Eduardo Tagliaferro, já parece evidenciar que só mesmo no Brasil (e talvez na Coreia do Norte) é que Alexandre de Moraes continua sendo tratado como juiz.

Sim, enquanto lá fora o arbítrio é exposto como abuso, aqui dentro ainda é aplaudido como virtude. Até mesmo parte da nossa assim chamada “oposição” — os monstros do pântano do Centrão fisiológico — atua freneticamente para proteger o regime e blindar o sancionado. Mas não parece adiantar. O CBP desmontou, com uma simples checagem de registros, aquilo que uma elite nacional corrompida fingiu acreditar. A verdade, afinal, não se faz com togas puídas, mas com fatos. E estes, diferentemente das narrativas e dos arapongas do regime, não cruzam fronteiras clandestinamente.
Leia também: “O malabarismo jurídico da PGR”, reportagem publicada na Edição 278 da Revista Oeste





































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Se, como se especula, além das sanções já conhecidas da Lei Magnitski, os EUA emitirem ordem de prisão internacional contra AM, estaríamos diante de um desfecho surpreendente para alguém embriagado pela sensação de poder ilimitado.
O verdadeiro povo brasileiro deu a Magnisky nessa junta do mal, mesmo sntes de surrupiarem as instituições, com FFAA próprias e imprensa com $$$ pré-fixado.
Segregar todo um povo, futuras gerações, e até mesmo eles próprios, os vendilhões, ao progresso nos próximos 100 anos, representa a volta ao obscurantismo.
Quem prestigia a Globo, ou qualquer uma de suas associadas, diretamente via assinaturas, aquisições de mídias, participação em seus programas, ou indiretamente, fomentando seus patrocinadores, se manifestando sobre, lhes dando pontos de audiência, contribui para a derrocada do Brasil. A Globo não tem interesse pelo desenvolvimento socioeconômico do brasileiro, já que, com o tempo, seria melhor instruído e mais atendido em suas necessidades básicas, se afastando de suas malhas, bem como dificultaria os desvios de dinheiro público via programas e propagandas governamentais.
Engole estas companheiros, a verdade chega cedo ou tarde
Se eles são incompetentes para governar, vão demonstrar incompetência em todas as áreas não vai ter exceção. A pretensão foi longe demais, os EUA tem gente capacitada em todas as áreas é difícil de ser enganados
Parabéns pela matéria. Uma dúvida fica no ar, o CBP foi fraudado por um americano ou pelo governo brasileiro?
Alem deste episodio temos o caso do aeroporto de roma capitaneado pela mesma turma que esta sendo desmascarada neste episódio
É seríssimo esse fato. Um conluio gravíssimo. Ficaremos todos sem respostas ?
Suprema Corte ter em seu colegiado um ministro sancionado por violação de direitos humanos. É uma desmoralização.
E os servidores públicos federais? Continuarão a fingir que não estão vendo nada de errado? Fugindo de duas obrigações legais? Pensando que seguir ordens os absolverá, neste ou no outro mundo?
Infelizmente não acontece nada, ninguém toma uma atitude, tudo bem neste Brasil varonil….
Fantástica a matéria.