A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira, 9, que deixará o cargo antes do prazo previsto. A ministra marcou a votação simbólica para 14 de abril.
Cármen Lúcia comunicou a decisão pela manhã, durante discussão sobre a organização da Corte Eleitoral.
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O mandato da presidência do TSE terminaria em 3 de julho. Ainda assim, a ministra optou por encurtar a permanência no comando do tribunal. Segundo ela, a medida amplia o tempo de preparação para as eleições de outubro.
“Considerando que, em 3 de junho, sobrariam pouco mais de cem dias, e tendo em vista o enorme trabalho que tenho a realizar no STF, decidi, em vez de deixar para o último dia, iniciar agora a eleição dos novos dirigentes.”
Na prática, a decisão antecipa a sucessão e redefine o cronograma interno do tribunal.
Próxima liderança do TSE
O anúncio inicia a transição de gestão dentro da Corte Eleitoral. Pelo sistema de rodízio, a presidência caberá ao ministro Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE. A vice-presidência ficará com o ministro André Mendonça.
A antecipação marca o início do compartilhamento de dados e do planejamento logístico com os Tribunais Regionais Eleitorais.
A presidente encerra a gestão com diretrizes já consolidadas para o pleito. O sucessor assume a missão, com apoio do colegiado, de fiscalizar a aplicação prática das normas.
Eleições 2026
Em outubro, mais de 150 milhões de brasileiros irão às urnas eletrônicas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais (ou distrital, no caso do Distrito Federal). O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro.
Em março, o TSE publicou resoluções que disciplinam o pleito. As normas miram o uso indevido de inteligência artificial em conteúdos eleitorais.
O conjunto proíbe a circulação de materiais sintéticos, como deepfakes. As regras também estruturam diretrizes para a condução do processo eleitoral.
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Ja vai tarde.