O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) publicou nesta quarta-feira, 29, um relato sobre sua mais recente visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Em postagem na rede social X, ele afirmou ter sido orientado a deixar o local ao atingir o limite de duas horas destinado a visitas de filhos.
“Saio de mais um dia de visita ao meu pai, em prisão domiciliar. Fui chamado para me retirar, pois haviam se passado as duas horas impostas para a visita dos filhos”, escreveu. “É impossível não ficar revirado. Me desculpem o desabafo.”
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No relato, Carlos disse que o ex-presidente está abatido devido às restrições de contato. “Em prisão, o presidente Jair Bolsonaro está triste por não poder receber visitas nem de seus irmãos, quanto mais de amigos e políticos”, disse. “Sabemos que o objetivo é isolá-lo do cenário nacional.”
Apesar disso, o vereador descreveu o pai como resiliente e citou uma frase recorrente: “Calma, moleque!”. Segundo ele, Bolsonaro apresenta melhora no quadro de saúde, com redução de crises de soluço e previsão de cirurgia no ombro, decorrente da queda na sede da Polícia Federal. “O ‘Bicho’ segue melhor do que se estivesse na Papuda”, brincou.
Carlos também afirmou que o ex-presidente segue ativo politicamente, elaborando uma lista de candidatos ao Senado. Bolsonaro também tem recebido visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem acesso ampliado ao pai por constar nos autos como advogado.
“Sei que as pessoas sentem falta de vê-lo em vídeos e ao vivo, andando pelas ruas ao lado do povo”, escreveu Carlos. “Contudo, ele novamente me disse: ‘Calma! Tudo isso vai passar!’”

Nos parágrafos finais, o vereador fez referência às investigações e às prisões contra aliados e apoiadores do ex-presidente. “Passados mais de cinco meses desse injusto inferno que temos vivido, assim como mais de três anos de prisões ilegais, deixo meu pai mais um dia, procurando honrar o que ele sempre me ensinou.”
Bolsonaro completou 1 mês em prisão domiciliar
Jair Bolsonaro completou, na última segunda-feira, 27, o primeiro mês de sua prisão domiciliar humanitária. O ex-presidente só recebeu o benefício do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, depois de ser internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo por uma broncopneumonia em março.
Antes disso, o magistrado tratava a possibilidade como um privilégio em vez de uma necessidade médica de Bolsonaro. Agora, a defesa do político, de 71 anos, tenta liberar uma cirurgia para corrigir uma lesão no ombro direito.
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