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Política

Carlos Bolsonaro, sobre áudios divulgados pela PF: 'Alguém falou em golpe? Em diálogos cabulosos com o tráfico?'

Vereador critica ‘censura’ e diz que vazamento tenta manipular a opinião pública e destruir reputações

Carlos Bolsonaro estava em Angra dos Reis no momento da operação | Foto: Reprodução/Instagram - dia do conservadorismo
A Corte confirmou a pena de 27 anos e três meses de prisão a Bolsonaro | Foto: Reprodução/Instagram

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta quinta-feira, 21, à divulgação de áudios pessoais ligados à família e a aliados políticos, como o pastor Silas Malafaia.

Em texto publicado nas redes sociais, Carlos acusou a Polícia Federal (PF) de realizar vazamentos ilegais para manipular a opinião pública e desgastar a imagem de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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“O que existe é mais um vazamento ilegal da PF, criado apenas para manipular narrativas e tentar, mais um dia, destruir reputações”, escreveu o político.

Segundo o vereador, as conversas não apresentam elementos comprometedores. Destacando a figura de seu pai, ele argumenta que os áudios mostram apenas um homem “emocionado, preso, censurado e impossibilitado de se defender”.  

“Onde estão os tais diálogos explosivos?”, interpelou Carlos. “Alguém falou em golpe? Em diálogos cabulosos com o tráfico? Em desvio de INSS? Em punhal verde e amarelo? Em desvio de dinheiro?”

Ele também citou comentários de Malafaia sobre o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), descritos como típicos de um “tio de família”, além de diálogos sobre anistia a investigados dos atos do 8 de janeiro.

“Há pessoas amarradas que hoje não podem mais se comunicar livremente nem se defender na imprensa ou nas redes sociais”, disse o vereador. “Pois ordens judiciais de quem investiga e julga o mesmo caso assim ‘democraticamente’ determinou.”

Ele comparou a situação à Nicarágua, país em que a ditadura sandinista de Daniel Ortega promove censura e perseguição de opositores.

Carlos acusa “sistema” e imprensa de ocultarem falhas do governo Lula

As declarações surgem no momento em que a PF amplia o inquérito sobre a “trama do golpe” e a suposta obstrução de Justiça. As investigações já atingiram Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Silas Malafaia.

A Procuradoria-Geral da República, em parecer recente, reforçou a justificativa de que o pastor atuou como orientador de ações ligadas ao caso. Carlos encerrou o texto ao acusar o “sistema” de trabalhar de forma coordenada com a imprensa para esconder problemas da atual gestão federal.

+ Leia também: “Malafaia, sobre restrições impostas por Moraes: ‘Vai ter que me prender para me calar'”

“O sistema trabalha unido e focado — da fonte até a exploração midiática — para esconder a gestão caótica do seu ‘filho fabricado’, praticando e fabricando, dia sim e dia também, crimes contra aqueles que realmente fizeram e ainda podem fazer pelo Brasil”, concluiu Carlos.

2 comentários
  1. Joaquim Barbosa
    Joaquim Barbosa

    Um dia vou entender porque a boa imprensa de direita( como a Oeste) dá tanto espaço pra gente paranóica e mimada.

  2. Daniel BG
    Daniel BG

    A PF hoje mostra falta de caráter. Por que não investigam o Adélio? Até hoje não se sabe quem pagou a seus advogados. Investiguem Hugo Motta e Alcolumbre. Muita coisa podre e real vai ser revelada.

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