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Política

Carla Zambelli nega que teve acesso a informações da PF

Em entrevista, deputada teria antecipado operações da Polícia Federal contra governos estaduais que supostamente desviaram dinheiro da saúde

Carla Zambelli - na mira de petistas
A deputada federal Carla Zambelli | Foto: Pedro Valadares/Agência Brasil

Em entrevista, deputada teria antecipado operações da Polícia Federal contra governos estaduais que supostamente desviaram dinheiro da saúde

Carla Zambelli
A deputada federal Carla Zambelli | Foto: PEDRO VALADARES/AGÊNCIA BRASIL

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) negou hoje que teve acesso a informações privilegiadas da Polícia Federal (PF). Entre elas, a de que sabia antecipadamente da operação Placebo, que investiga supostos desvios de verbas públicas destinadas ao combate à covid-19 nos Estados.

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A suspeita emergiu depois de uma declaração que a parlamentar deu à rádio Gaúcha, em que cita o Covidão.

“Eu não sabia da operação Placebo. Fui chamada ontem para dar entrevista porque, no domingo, Sergio Moro disse que o governo Bolsonaro apresenta falhas no combate à corrupção. Portanto, fui chamada para comentar a fala do ex-ministro”, afirmou Zambelli nesta terça-feira, 26, à CNN Brasil.

Segundo ela, são públicos os dados que indicam quando uma operação está na iminência de ocorrer.

“Quando a gente vê o procurador-geral da República pedir investigações em cima de governadores (por supostos desvios) num dia e, no outro, a pedido da PGR, um avião da PF pousa no Rio, isso vira notícia de jornal”, explica, ao mencionar a operação Favorita, que originou a Placebo.

Além disso, a deputada avalia que, depois da saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública, as operações da PF adquiriram velocidade de cruzeiro. A Placebo, portanto, seria um exemplo da agilidade do combate ao crime.

Zambelli também nega que esteja havendo interferência do presidente Jair Bolsonaro na PF.

“Se há algum tipo de interferência, então o presidente também está agindo em cima do STJ? Um desembargador autorizou a operação. Estamos dizendo que todo o sistema está corrompido porque estão focando em cima do Witzel?”, conclui.

Colaborou Rodolfo Costa, de Brasília

7 comentários
  1. Fabricio
    Fabricio

    Se o governo Bolsonaro faz poucas operações contra a corrupção é acusado de omisso, se faz, é acusado de interferir na PF. O pessoal tem que definir o que quer.

  2. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Venham logo para Recife e Pernambuco. Não vejo a hora destes carros pretos e dourados acordarem alguns corruptos.

  3. Leila Amorim Pereira
    Leila Amorim Pereira

    Será que eu também serei acusada de vazamentos das operações da PF? O diretor da Federação Nacional dos PFs disse em entrevista ao vivo na CNN, logo após a saída de Moro, que a corporação aguarda a definição do novo DG pra ativar 100 investigações que estavam paradas no âmbito das denúncias de superfaturamento de estados e municípios ligados a Covid.
    O próprio Moro assinou o acordo de cooperação entre o MJSP e CGU pra investigar os contratos feitos, sem licitações, por Governadores e Prefeitos.
    Até eu esperava a PF bater na porta do Witzel e espero que bata na porta do Doria, Covas e todos denunciados pelo canal de denúncias Fala.Br da CGU.

    1. Leila Amorim Pereira
      Leila Amorim Pereira

      Moro está tentando transforar sua denúncia pífia de “interferências” na PF, em um grande show à sua candidatura presidencial. QUE DECEPÇÃO, MORO!!

    2. Leila Amorim Pereira
      Leila Amorim Pereira

      Os pilantras governadores e prefeitos vão tentar usar a “interferência” na PF pra acusar quem os acusam: PF, PGR e CGU.

      1. Alex
        Alex

        Exatamente. É um absurdo. O pior é que não dá para contar com o STF.

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