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Política

Câmara e Senado recorrem da decisão de Dino sobre 'emendas Pix'

Parlamento criticou 'autonomia desmedida' ao Poder Executivo

Imagem de sessão na Câmara dos Deputados
Criadas em 2019, essas emendas são criticadas pela falta de fiscalização dos recursos | Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados/Pablo Valadares

Em representação encaminhada ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), Câmara e Senado recorreram da decisão do magistrado, que restringiu a execução das chamadas “emendas Pix”. O ministro autorizou, de modo excepcional, a continuidade dessas verbas para obras em andamento e situações de calamidade pública.

Criadas em 2019, essas emendas são criticadas pela falta de fiscalização dos recursos, pois permitem que deputados e senadores transfiram verbas diretamente para Estados ou municípios sem a necessidade de projetos nem justificativas.

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O Legislativo defendeu a legalidade do modelo de pagamento, afirmando que as exigências determinadas pelo ministro desconsideram o sistema das transferências especiais, conferindo uma “autonomia desmedida” ao Poder Executivo.

“A pretensão de subverter essa divisão constitucional, delegando ao
Executivo uma autonomia desmedida sem a devida regulamentação legislativa, implica um atentado às determinações constitucionais que estruturam o Estado
Democrático de Direito”, alegaram Senado e Câmara no documento.

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Ao ministro, o Congresso pediu que reconsiderasse a decisão monocrática da semana passada sobre as “emendas Pix”, pois os critérios estabelecidos por Dino alterariam um regime próprio estabelecido na Constituição.

“As condicionantes impostas pela decisão monocrática desnaturam o regime jurídico das transferências especiais, em descompasso com a teleologia do instituto”, continuou o Parlamento.

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O documento alegou que o controle de constitucionalidade judicial deve ser feito excepcionalmente e de forma rigorosa, pois foi aprovado pela maioria do Congresso.

“A norma constitucional – ao estabelecer uma modalidade de transferência de recursos entre entes públicos – não afronta o princípio da publicidade ou viola quaisquer direitos dos cidadãos relacionados ao controle da Administração Pública”, alegou o Legislativo.

Câmara e Senado continuaram argumentando que “eventuais irregularidades devem ser sanadas por meio da implementação de medidas de fiscalização que aprimorem a aderência à legislação aplicável, o que deve acontecer em relação à execução orçamentária em geral”.

O Congresso argumentou ainda que a decisão do ministro sobre as “emenda Pix” viola “frontalmente o texto expresso da Constituição, especialmente a sistemática prevista no art. 166-A, bem como viola a autonomia federativa (art. 18 da Constituição da República) dos entes subnacionais”.

Decisão de Dino sobre ‘emendas Pix’ pode comprometer ações na saúde, diz Congresso

Ainda na manifestação, o Parlamentou alegou que as exigências feitas pelo ministro podem comprometer a eficácia das ações para a saúde nos municípios.

“A saúde, um setor que frequentemente exige respostas rápidas e flexíveis para atender às demandas emergentes da população, pode acabar sendo preterida devido às complicações adicionais impostas pelo novo requisito de planejamento e aprovação”, continuou.

O documento argumentou ainda que a “necessidade de submeter planos de trabalho específicos a instâncias não claramente definidas pode resultar em atrasos significativos. Esses atrasos são particularmente prejudiciais em um contexto de saúde pública”.

1 comentário
  1. JAIR FERNANDES MACHADO
    JAIR FERNANDES MACHADO

    Este congresso de merda a cada dia homologa mais poderes a esses inúteis sem voto sem concurso nomeados por bandidos ladrões da nação, fecha logo esta merda inútil.

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