Na noite desta quarta-feira, 15, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de resolução que suspende uma ação penal contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). Por 268 a 167 votos contrários, o plenário anulou o processo movido, no Supremo Tribunal Federal (STF), pelo senador licenciado Vanderlan Cardoso (PSD-GO).
Na última quarta-feira, 8, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara já havia aprovado o pedido de suspensão da ação penal contra Gayer. O Partido Liberal (PL) foi o autor do requerimento.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Na plataforma X, o deputado do PL goiano comemorou a derrubada da ação penal. De acordo com ele, o resultado da votação desta noite é mais do que uma vitória pessoal. Para o parlamentar, a Câmara marcou posição em favor da liberdade.
“Vitória”, afirmou Gayer. “Plenário da Câmara acaba de suspender ação penal contra mim no STF! Vence o Parlamento e a constituição! Obrigado, meu Deus, e colegas deputados que votaram pela liberdade de expressão!”
VITÓRIA! Plenário da Câmara acaba de suspender Ação Penal contra mim no STF!
— Gustavo Gayer (@GayerGus) October 16, 2025
Vence o parlamento e a constituição!
Obrigado, meu Deus, e colegas deputados que votaram pela liberdade de expressão!
A Oeste, o deputado afirmou que a ação foi motivada pelo fato de ele ser um possível “adversário político” do senador nas eleições de 2026.
“Basicamente, o senador Vanderlan está criando o precedente de usar o ministro Alexandre de Moraes para cassar e prender um adversário político”, declarou o deputado. “Se eu for candidato ao Senado Federal, ele não tem chances de reeleição.”
+ Justiça rejeita pedido de indenização de Gleisi e Lindbergh contra Gayer
Entenda o caso contra Gustavo Gayer no STF
Gustavo Gayer se tornou réu no STF, em outubro do ano passado, pelos crimes de calúnia, injúria e difamação contra o senador Vanderlan Cardoso.
Na ação penal, o senador menciona um vídeo publicado pelo deputado federal no Instagram, em fevereiro de 2023. Na publicação, Gayer chamou Vanderlan de “vagabundo” e também disse que o senador virou “as costas para o povo em troca de comissão”.
No STF, Moraes é o relator do processo. Segundo o magistrado, as manifestações de Gayer “não estão protegidas pela imunidade parlamentar”, já que a conduta “não guarda nexo com o exercício da função” de deputado. O plenário da Câmara, no entanto, pensou diferente do ministro do Supremo.
Leia também: “A CPMI que promete expor o rombo bilionário do INSS”, reportagem publicada na Edição 289 da Revista Oeste
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.