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Política

Caixa contrata empresa de acusados de fraude para gerir consignados

Polícia Federal investiga como firma sem experiência obteve contrato com a estatal

Agência da Caixa
Fachada da Caixa Econômica Federal na Av. Paulista | Foto: Itaci Batista/Estadão Conteúdo

A Polícia Federal (PF) investiga a contratação de uma empresa de empréstimos consignados pela Caixa. A firma CBA Correspondente Bancário Aqui, criada em novembro de 2024, pertence a gestores que respondem a processos criminais por suspeita de fraudes no setor bancário. Segundo o portal UOL, investigadores apuram como a estatal autorizou o contrato de uma empresa com capital social de apenas R$ 1 mil e sem atuação prévia no mercado.

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Os administradores da CBA, Victor Guidotti Andrio e Fernando Perrelli Júnior, figuram como réus por estelionato no Tribunal de Justiça de São Paulo. Em outubro de 2025, a PF exigiu que a Caixa identificasse os servidores responsáveis por viabilizar o negócio.

Suspeitas de irregularidades e pressões internas

Ao portal, fontes com acesso aos dados afirmam que houve pressão de superiores na estatal para acelerar a contratação da CBA, o que teria atropelado as normas internas de integridade. Pelas regras da instituição, um correspondente na modalidade “máster” deve obrigatoriamente comprovar atuação prévia na área, requisito que a empresa não preenchia no momento da assinatura do contrato, em dezembro de 2024. Em três meses de operação efetiva, a firma já recebeu cerca de R$ 1,8 milhão em comissões por empréstimos fechados.

A Caixa chegou a suspender o contrato no ano passado por causa de indícios de falta de consentimento dos clientes nos descontos em folha. Entretanto, a gerência de correspondentes reverteu a punição pouco depois de realizar verificações internas. Investigadores federais agora questionam a fragilidade dos sistemas de identificação dos tomadores de crédito, que poderiam facilitar a aplicação de golpes contra aposentados e trabalhadores.

A estatal afirma que a escolha da CBA seguiu todos os ritos de governança e adotou o modelo-padrão aprovado. O banco sustenta que o contrato inclui cláusulas rígidas de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro. Segundo a estatal, as remunerações pagas aos correspondentes respeitam os limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional.

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