O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) respondeu nesta quinta-feira, 23, a críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre acordos que envolvem minerais críticos firmados pelo Estado sem consulta à União.
Durante evento do agronegócio em Belo Horizonte, Caiado defendeu os memorandos assinados com Estados Unidos e Japão. Segundo ele, as parcerias buscam ampliar o desenvolvimento tecnológico em Goiás, que abriga a única mineradora de terras raras em operação no país, a Serra Verde.
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No início de abril, Lula afirmou que o ex-governador não poderia fechar esse tipo de acordo sem aval do governo federal. Na ocasião, disse que “essa gente vai vender o Brasil” e que “nós não podemos permitir”.
Caiado critica governo e fala em agregação de valor
Ao responder às declarações, Caiado afirmou: “Quem está vendendo é ele”. O ex-governador disse que o país exporta matérias-primas sem agregar valor e criticou a falta de retorno tecnológico. “Nós continuamos a vender pau-brasil, como na época da colônia, ao vender nióbio”, declarou.
Segundo Caiado, a produção atual tem como principal destino a China, responsável pelo refino dos elementos. Ele afirmou que os acordos internacionais têm como objetivo viabilizar a exportação de materiais já processados, com maior valor agregado e potencial de desenvolvimento industrial local.
O ex-governador também comentou planos para a Petrobras caso assuma a Presidência. Ele disse que a estatal deve deixar “monopólios, que atrapalham o país”, e citou a concentração na distribuição de gás natural.
Caiado declarou apoio à exploração de petróleo na Margem Equatorial e manifestou preocupação com a dependência brasileira de fertilizantes importados.
Ao comentar o programa Desenrola Brasil, o ex-governador afirmou que o governo “usa as pessoas mais pobres e mais humildes” e classificou a iniciativa como “política rasteira”. Ele comparou a medida a “dar Novalgina a uma fratura exposta”, conforme informou o jornal Estado de S. Paulo.
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