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Política

Caiado elogia Bolsonaro: 'Grande líder da direita'

Governador de Goiás fala sobre aliança com a direita, critica o governo Lula e diz que federação do União Brasil com o PP é 'tiro na cabeça'

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o governador Ronaldo Caiado (União-GO) | Foto: Extração redes sociais
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o governador Ronaldo Caiado (União-GO) | Foto: Extração redes sociais

O governador, de Goiás, Ronaldo Caiado (União) e o ex-presidente Jair Bolsonaro retomaram o diálogo. No entanto, uma possível aliança para 2026 só deve ser discutida quando o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) for concluído. A informação é do político goiano.

“Lá na frente, vamos ver as condições de cada pré-candidato”, disse Caiado, em contato com a reportagem de Oeste. “Veremos como ficará a situação do ex-presidente.”

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Caiado, que já se lançou como pré-candidato à Presidência da República, posou ao lado de Bolsonaro durante manifestação pela anistia aos presos do 8 de janeiro, na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 6. O governador e pediu “anistia já” nas redes sociais.

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Reencontro

Caiado e Bolsonaro se reencontraram depois de um desentendimento. A divergência ocorreu em 2024, por causa das eleições municipais.

bolsonaro e governadores
Governadores e Bolsonaro pela anistia. Da esquerda para a direita: Romeu Zema, Jorginho Mello, Tarcísio de Freitas, Jair Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Wilson Lima, Ratinho Júnior e Mauro Mendes — São Paulo, 6/4/2025 | Foto: Reprodução/X/@tarcisiogdf

A Oeste, o goiano destacou o potencial de Bolsonaro nas urnas. “O ex-presidente é um grande líder da direita e tem um apelo popular real”, afirmou. “Ele tem uma capacidade de mobilização que ninguém desconsidera.”

Caiado critica governo Lula e diz que federação com o PP é “tiro na cabeça”

O chefe do Estado de Goiás também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente a política econômica adotada pelo Planalto e o avanço das facções criminosas que marca a gestão petista. Veterano político, Caiado afastou a possibilidade de uma federação entre o União Brasil, partido ao qual é filiado, e o Progressistas (PP), presidido pelo senador Ciro Nogueira (PI).

Confira, abaixo, os principais trechos da entrevista com Caiado.

Como está a sua relação com outros líderes da direita em busca de uma aliança consolidada para 2026?

Não é de agora que tenho dialogado com lideranças da direita e do centro sobre os principais problemas do país. Sempre que participo de debates e agendas em outros Estados, coloco minha preocupação com o avanço do crime organizado sobre as instituições do Brasil. A política econômica equivocada do governo Lula, que tem penalizado o trabalhador e desestimulado o setor produtivo.

Em que fase das articulações para as eleições o senhor se encontra?

Tenho mostrado que, em Goiás, conseguimos superar muitos desses problemas, com uma política de segurança eficiente que desmontou o crime organizado no Estado e fez despencar todos os índices de criminalidade. Os investimentos em educação que nos deram o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Bem como uma política fiscal que ajustou as contas.

Existe viabilidade para consolidar uma federação do União Brasil com o PP? Como estão as conversas sobre isso?

Forçar essa federação é um tiro no pé dos partidos. Para não dizer um tiro na cabeça. O União Brasil e o PP são partidos grandes, consolidados na maioria dos Estados, e fazer essa junção agora não é algo simples. Até hoje não conseguimos superar alguns rachas regionais fruto da fusão do DEM com o PSL, que ocorreu em 2022.

O presidente do PP, Ciro Nogueira, comentou a importância do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro para viabilizar sua candidatura à Presidência. Como o senhor recebeu essa declaração?

O ex-presidente Jair Bolsonaro é um grande líder da direita e tem um apelo popular real. Ele tem uma capacidade de mobilização que ninguém desconsidera. A verdade é que Bolsonaro não manifestou apoio a ninguém, pois tem dito que buscará viabilizar sua própria candidatura. E ele tem esse direito. Lá na frente, a gente vai ver as condições de cada pré-candidato e como fica a situação do ex-presidente. Mas ele tem o direito de se colocar como pré-candidato e nós temos que respeitar isso. Assim como eu estou lançando minha pré-candidatura e vou rodar o Brasil discutindo um projeto para endireitar esse país.

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