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Política

Caiado defende impeachment de ministros do STF

Sobre o 8/1, pré-candidato fala em anistia a todos os cargos em seu primeiro dia de mandato e não permitiria interferência do Supremo

O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado | Foto: Reprodução/X/canalmeio
O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado | Foto: Reprodução/X/canalmeio

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira, 15, ser favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a possibilidade deve valer para qualquer ocupante de cargo público.

“Sou favorável ao impeachment de quem quer que seja. Pode ser qualquer um. Essa tese serve para todo mundo. Serve para presidente, para ministro do Supremo, para deputado, para vereador, prefeito, senador, governador, para todos nós.”

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Caiado: respeito à presunção de inocência

Apesar de defender a medida, Caiado afirmou que é necessário respeitar a presunção de inocência. Ele disse, no entanto, que abriria exceção para candidatos à Presidência. “Qualquer outro cidadão tem direito à presunção de inocência. A única exceção que eu faria neste momento é um candidato à Presidência da República”. 

Sobre o tema, o ex-governador de Goiás acrescentou que, “se ele [candidato] tiver que explicar, melhor não competir”. E emendou: “O Brasil está tão cansado disso que precisa de um candidato sobre o qual não paire nenhuma dúvida”.

Leia também: “Hora de partir”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 317 da Revista Oeste

Caiado reafirmou que pretende conceder anistia aos envolvidos no 8/1, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “[Será] no primeiro dia de mandato. Vou tomar a medida e sanear o problema.” Segundo ele, a iniciativa seria necessária para “acabar com a polarização” no país. O pré-candidato expôs seu plano durante entrevista ao Canal Meio (abaixo) 

Questionado sobre uma eventual contestação da medida pelo STF, Caiado disse que não se poderia admitir que o tribunal “sobreponha uma decisão plebiscitária da população”. “Será uma anistia profilática para que possamos governar em paz. Se eleito, estou credenciado. Não existe nenhum nível de poder que se sobreponha a isso.”

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