publicidade
Política

Caciques do Congresso querem sepultar CPI do Master para avançar com PL da Dosimetria

Tanto Motta quanto Alcolumbre preferem adiar o avanço da investigação sobre o banco

Alcolumbre e Motta, durante coletiva de imprensa antes de evento com delegações do Brics | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Alcolumbre e Motta, durante coletiva de imprensa antes de evento com delegações do Brics | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Líderes do Senado e da Câmara dos Deputados querem sepultar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master em troca da análise do Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, que visa a reduzir as penas dos condenados pelos atos do 8 de janeiro. A informação consta em reportagem do jornal Folha de S.Paulo, divulgada nesta segunda-feira, 23.

A análise dos vetos depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que teria de convocar uma sessão conjunta de senadores e deputados. É nesse tipo de sessão que o presidente da Casa Alta precisa ler requerimentos para instalar CPIs. Desde a abertura do ano legislativo, contudo, o senador amapaense busca adiar a sessão. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também quer sepultar a investigação sobre o Banco Master.

Receba nossas atualizações

A resistência de Alcolumbre ocorre porque, em fevereiro, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra a Amapá Previdência (Amprev), que gere o sistema previdenciário do Estado. Segundo a corporação, o objetivo é averiguar possíveis ilegalidades nos investimentos realizados pela Amprev no Banco Master. Esses aportes devem gerar um rombo no fundo dos servidores do Estado. O presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, virou alvo da investigação. Ele atuou como tesoureiro da campanha de Alcolumbre ao Senado.

Flávio e Tarcísio viabilizaram PL da Dosimetria

Como revelou Oeste, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assumiu as articulações do PL da Dosimetria, em uma ação coordenada com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A proposta reduziria o tempo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passaria em regime fechado. Atualmente, a pena estabelecida é de 6 a 8 anos. Se o texto avançar sem vetos, a pena cairia para até 2 anos e 4 meses. A proposta ainda beneficiaria os demais condenados pelo 8 de janeiro.

Para manter o veto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisaria contar com o apoio de 257 deputados e 41 senadores. Na Câmara, 291 deputados aprovaram o texto inicial, enquanto no Senado houve 48 votos favoráveis.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Leia mais sobre:

6 comentários
    1. IVAN SEVERO DA SILVA
      IVAN SEVERO DA SILVA

      Brasil nunca será um país .💩💩💩💩💩💩💩

  1. Capt Gottlieb
    Capt Gottlieb

    Se Motta e Alcolumbre não permitirem a CPI do banco Master é porque são muito mais criminosos do que todos os envolvidos nesta imensa e descarada corrupção. Não sou bolsonarista nem petista, mas a nação precisa que este escândalo seja devidamente apurado. Não se trata de Direita ou Esquerda. É matéria suprapartidária e o povo exige saber a verdade e a punição dos corruptos.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade