Depois que a Polícia Federal iniciou a investigação sobre operações do BRB com o Banco Master, a direção da instituição financeira do Distrito Federal passou a revisar sua estratégia de expansão nacional. A nova administração busca mapear os danos causados pela compra de carteiras de crédito com indícios de fraude antes de decidir os próximos passos.
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Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Nelson de Souza, presidente do BRB, informou aos funcionários que avaliará com cautela a continuidade da expansão. Ele assumiu o comando da instituição após o afastamento do ex-presidente Paulo Henrique Costa, exonerado pelo governador Ibaneis Rocha em consequência da operação Compliance Zero.
Nos últimos anos, o BRB investiu na ampliação de sua presença fora do Distrito Federal. Em 2019, possuía agências em seis estados; atualmente, tem 19 unidades estaduais. No entanto, o banco fechou mais de 20 agências na Bahia, inauguradas entre 2021 e 2023, e colocou o mobiliário dessas unidades à venda.
Revisão de patrocínios e gastos do BRB
O BRB também reavaliou contratos de patrocínio, que cresceram de R$ 7,2 milhões em 2019 para R$ 107,5 milhões no ano passado. O contrato de maior destaque envolve o clube Flamengo, com R$ 32 milhões anuais desde 2020, impulsionando a base de clientes em 3,7 milhões. Até setembro deste ano, R$ 82,3 milhões dos R$ 125,8 milhões previstos em patrocínios já haviam sido gastos. A auditoria interna não alterou contratos vigentes, mas analisa todos os patrocínios sob a ótica da nova gestão.
Além do fortalecimento da marca, o banco buscou ampliar sua atuação em licitações estaduais, gerenciando depósitos judiciais em Alagoas, Bahia, Paraíba e, mais recentemente, a folha salarial do governo do Tocantins. Em março de 2025, a carteira de depósitos judiciais sob gestão atingia R$ 25 bilhões.
O BRB reforça que contratos existentes seguem executados normalmente e que futuras aquisições ou expansão fora do DF dependerão de avaliações técnicas e regulatórias detalhadas.
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