Durante um encontro com empresários brasileiros e malaios em Kuala Lumpur, na Malásia, neste domingo, 26, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou o desejo por equilíbrio nas relações comerciais internacionais. Ele disse que o Brasil não deve apenas exportar, mas também ampliar suas importações, a fim de evitar um déficit “exorbitante” entre países.
Lula mencionou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, como exemplo de empenho nas exportações agrícolas, mas frisou que é importante dar atenção igualmente às compras externas. “Ele precisa parar de falar só em vender e precisa falar em comprar, porque as pessoas também querem vender para o Brasil”, afirmou ao portal Poder360. “E a política justa é aquela que todo mundo está satisfeito.”
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O presidente criticou tentativas de criar novos polos de disputa global, como os que ocorreram durante a Guerra Fria, e rejeitou o alinhamento exclusivo com grandes potências. “A gente não quer uma nova disputa do lado dos EUA ou da China”, declarou Lula. “A gente quer estar do lado da China, dos Estados Unidos, da Malásia, do lado de todos os países do mundo que queiram fazer negócio conosco.”

Lula incentiva parceria com indústria Malásia
Durante o evento, Lula incentivou empresas malaias de tecnologia a ampliarem a produção de chips em solo brasileiro, em cooperação com companhias nacionais. O objetivo seria reduzir riscos em momentos de crise e garantir a continuidade da indústria local, fortalecendo a cooperação bilateral.
O petista ressaltou o cenário favorável da economia brasileira e defendeu o intercâmbio comercial como uma relação de “ganha-ganha”. Segundo Lula, “O Brasil tem a estabilidade econômica e fiscal que vocês precisam.” Ele também classificou os empresários brasileiros em dois grupos: “os que gostam de viajar, garimpar oportunidades, vender e comprar. E os que ficam no Brasil só se queixando da taxa de juros ou da tributação.”
Lula se encontrou com o presidente dos EUA, Donald Trump, neste domingo. Os dois discutiram, por cerca de 50 minutos, as tarifas impostas pelo governo norte-americano aos produtos brasileiros. Há previsão de uma nova reunião ainda hoje. O presidente dos EUA saber exatamente “o que cada um quer” com as negociações.



































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