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Política

Brasil mata mais do que países em guerra

Ranking dos Políticos aponta taxa de homicídios superior a territórios como Rússia, Israel, Haiti e Líbano e critica gestão de segurança pública

Entidade aponta a falta de rigor do Estado contra o crime como um dos motivos pela alta taxa de homicídios | Foto: Fernando Frazão/EBC
Entidade aponta a falta de rigor do Estado contra o crime como um dos motivos pela alta taxa de homicídios | Foto: Fernando Frazão/EBC

Órgão independente que trabalha em favor da eficiência na gestão pública, o Ranking dos Políticos divulgou nesta semana números sobre o índice de homicídios no Brasil. De acordo com o Atlas Violência 2025, o país registra uma taxa de 21,2 homicídios por 100 mil habitantes.

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Baseado em dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o patamar indica que o Brasil tem um cenário mais violento do que países em conflito ou sob forte instabilidade, como Rússia, Israel, Haiti e Líbano. Segundo o Ranking, o Brasil perde por ano o equivalente a uma população inteira de uma cidade média.

Brasil: “Tragédia cotidiana naturalizada”

O motivo são crimes recorrentes como tiroteios, latrocínios, assaltos e execuções. A organização sustenta que esse quadro se tornou uma “tragédia cotidiana naturalizada”. Na análise, a elevada taxa de violência está associada à falta de punição rigorosa e à leniência no enfrentamento da criminalidade. 

A entidade afirma que grande parte dos homicídios no país não é solucionada ou não resulta em condenação definitiva, o que, segundo o diagnóstico, reforça a sensação de impunidade. O levantamento também critica o funcionamento do sistema penal brasileiro. 

Leia também: “O farol e a forja de Juliano Cazarré”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 319 da Revista Oeste

De acordo com a instituição, mecanismos como progressão de pena, audiências de custódia e saídas temporárias contribuíram para a rápida liberação de criminosos, favorecendo a reincidência. O Ranking aponta ainda como problema uma abordagem político-ideológica que, em sua avaliação, relativiza o crime ao tratar infratores como vítimas sociais. 

A entidade afirma que essa política é uma ameaça à proteção do cidadão e um meio de fortalecer organizações criminosas. Da mesma forma, o Ranking defende a adoção de medidas mais rígidas na área de segurança pública, incluindo endurecimento das leis penais, revisão de benefícios concedidos a condenados e atuação mais firme das autoridades.

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