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Política

Brasil estuda rompimento de relações militares com Israel

Ação seria resposta à guerra em Gaza, tida como genocídio pelo governo Lula

Celso Amorim, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Celso Amorim, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva estuda medidas para romper relações militares com Israel em resposta às ações de Tel Aviv na Faixa de Gaza, classificadas pelo Executivo como um genocídio do povo palestino.

A informação foi confirmada pela Assessoria Especial do presidente da República nesta sexta-feira, 13. O assessor-chefe especial de Lula, Celso Amorim, disse à Agência Brasil que é preciso tomar medidas coerentes com princípios humanitários.

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“Pessoalmente, acredito que a escalada dos massacres em Gaza, que constituem verdadeiro genocídio com milhares de civis mortos, incluindo crianças, é algo que não pode ser minimizado”, afirmou. “O Brasil precisa, inclusive, por meio das medidas apropriadas, ser coerente com os princípios humanitários e de direito internacional que sempre defendeu.”

Nesta semana, Amorim recebeu um grupo de 20 parlamentares e outras lideranças que pediram ao governo que rompa relações diplomáticas e comerciais com o Estado de Israel. No começo deste ano, o governo já havia cancelado a compra de blindados israelenses que estava prevista pelo Ministério da Defesa em função da situação de Gaza.

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O governo avalia que o rompimento de relações diplomáticas seria algo delicado e complexo e que poderia prejudicar tanto os brasileiros que vivem em Israel quanto os palestinos, diante do fim da possibilidade de contato com Tel Aviv.

Por isso, o governo considera que o rompimento de relações militares, com suspensão de contratos e cooperação nesse setor, pode ser uma resposta adequada à escalada da violência e do cerco contra a Faixa de Gaza e os palestinos, como a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, considerados ilegais pelo direito internacional.

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu | Foto: Alan Santos/PR

Ao sair da reunião com Amorim, a deputada Natália Bonavides (PT-RN), que articulou o encontro, explicou que o governo estuda essas medidas e pode anunciar “nos próximos dias” ações relacionadas a esse tema.

“Simplesmente, um extermínio que está sendo televisionado”, escreveu em uma rede social. “O presidente Lula, inclusive, vem denunciando o genocídio desde o início e viemos pedir que o Brasil tome medidas efetivas, adote sanções, que inclusive são respaldadas pelo direito internacional.”

Leia também: “O Brasil não está longe da fronteira da Faixa de Gaza”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 186 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Hoje o Brasil é tão insignificante no cenário internacional, com seus aliados ditadores. Assim nada, nada fará diferença para o mundo Democrático.

  2. Rodrigo Leonardo Rita
    Rodrigo Leonardo Rita

    Deveriam sumir do Brasil e morar na Faixa de Gasa, começando por esse que está na foto, só com isso já iria melhorar muito o País.

  3. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Enquanto essa velharia esclerosada estiver viva e participando de decisões importantes nos três poderes aliados ao grande numero de corruptos no congresso nosso pais não avança!

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