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Política

Brasil defende diálogo com os EUA para evitar retaliações comerciais

Presidente da Agência de Exportações sugere prorrogar tarifas e alerta para impactos em setores como proteína animal, aço e suco de laranja

Depois de criticado pela intransigência, governo dá indícios de recuo nos ataques aos Estados Unidos: mais pragmatismo e menos populismo | Foto: Divulgação/Apex
Depois de criticado pela intransigência, governo dá indícios de recuo nos ataques aos Estados Unidos: mais pragmatismo e menos populismo | Foto: Divulgação/Apex

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, defendeu nesta sexta-feira, 11, mais diplomacia. Ele referiu-se a negociações com os Estados Unidos. A declaração fez parte de entrevista à CNN Brasil acerca do aumento de tarifas sobre produtos brasileiros.

Conforme o petista, a aplicação da “lei de reciprocidade” — que permite ao Brasil adotar medidas semelhantes contra produtos norte-americanos — só se encaixaria como último recurso. “Temos que priorizar o diálogo”. O político propôs a extensão do prazo para a entrada em vigor das novas tarifas por mais 90 dias, a fim de abrir espaço para novas negociações.

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Brasil cita setores mais sensíveis

Entre os setores brasileiros que podem sofrer impacto com as novas medidas dos EUA estão o de suco de laranja, aço, proteína animal e a indústria aeronáutica. Viana destacou o caso da tilápia como exemplo da dependência do mercado norte-americano: dos US$ 55 milhões exportados pelo Brasil em 2024, US$ 52 milhões tiveram os Estados Unidos como destino.

O presidente da ApexBrasil também chamou atenção para a importância histórica da relação entre os dois países, que mantêm laços diplomáticos há 201 anos. “Precisamos limpar a área e garantir um ambiente saudável para negociação”.

Leia também: “Nikolas atribui a Lula e Moraes a culpa pela alta da tarifa dos EUA”

Apesar das tensões comerciais, o petista adotou um tom otimista e destacou o apoio internacional recebido pelo Brasil, incluindo manifestações de solidariedade da China, da União Europeia e de lideranças políticas norte-americanas. Da mesma forma, ele apontou a ausência de um embaixador dos Estados Unidos no Brasil como um obstáculo adicional às tratativas. Reafirmou, contudo, que as condições de mercado ainda são favoráveis para um desfecho equilibrado.

Atualmente, os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Para Viana, manter uma abordagem pragmática e evitar reações precipitadas são passos fundamentais para preservar o comércio bilateral em meio às pressões tarifárias.

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