publicidade
Política

Boulos culpa agro brasileiro pela alta do café e é refutado na web

Psolista foi respondido pelo investidor Leandro Ruschel

Guilherme Boulos, em entrevista coletiva depois de um debate organizado pela Rede TV, UOL e Folha de S.Paulo entre os candidatos do segundo turno das eleições para prefeito da cidade de São Paulo - 17/10/2024 | Foto: Yuri Murakami/FotoArena/Estadão Conteúdo
Guilherme Boulos, em entrevista coletiva depois de um debate organizado pela Rede TV, UOL e Folha de S.Paulo entre os candidatos do segundo turno das eleições para prefeito da cidade de São Paulo - 17/10/2024 | Foto: Yuri Murakami/FotoArena/Estadão Conteúdo

O deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) declarou, nesta quarta-feira, 29, que o aumento de quase 40% no preço do café no Brasil se deve à exportação do produto pelo agronegócio, acusando o setor de priorizar o lucro externo em detrimento do consumidor brasileiro.

No entanto, sua análise foi rebatida pelo investidor Leandro Ruschel, que explicou, em detalhes, como o mercado global de café funciona e por que a afirmação de Boulos está equivocada e representa uma visão distorcida da realidade econômica.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Em publicação no Twitter/X, Boulos comparou o aumento de quase 40% no preço do café com a exportação de R$ 75 bilhões do grão pelo agronegócio brasileiro. “Primeiro, vem o lucro; se sobrar algo, vendem no mercado interno”, declarou. “Resultado: riqueza para meia dúzia de exportadores, e comida mais cara no prato de milhões de brasileiros.”

O deputado sugere que o aumento do preço do café no Brasil seria resultado de uma priorização das exportações pelo agronegócio, em detrimento do abastecimento interno. Boulos ainda insinua que o modelo atual beneficia apenas uma pequena elite de exportadores, enquanto a população em geral sofre com os preços altos.

Leandro Ruschel, em resposta à publicação de Boulos, analisou o funcionamento do mercado global de café e destacou que o preço do produto é determinado por fatores como oferta e demanda, e não pela ganância dos exportadores.

“Há vários produtores no mundo, que geram uma oferta do produto, no caso o café”, disse Ruschel. “Há a demanda, gerada pelos consumidores. A relação entre oferta e demanda produz um preço de equilíbrio.”

Ele ressaltou que o café é um commodity com demanda relativamente estável, mas que variações na oferta, influenciadas por fatores como condições climáticas, podem impactar os preços de forma significativa.

Ruschel também destacou a eficiência do Brasil na produção de café, que permite ao país não apenas suprir a demanda interna, mas também exportar para o mercado global. “Se um país é eficiente na produção de um produto, como o Brasil é em relação ao café, ele consegue suprir a demanda interna, e ainda exportar para o mercado externo.”

Boulos é refutado por analista

Ruschel argumentou que o modelo atual, longe de ser prejudicial, gera um ciclo de riqueza que beneficia toda a economia. Ele explicou que, ao exportar café, o Brasil obtém divisas internacionais, fortalece a balança comercial e estimula investimentos no setor.

“O Brasil aumenta o ingresso de divisas internacionais, favorecendo a balança comercial e enriquecendo o país, não apenas o produtor, visto que ele vai investir mais no negócio, contratar mais gente, comprar mais insumos, consumir mais, e o saldo que sobrar, ele vai deixar no banco, que usará os recursos para emprestar mais, fazendo toda a economia nacional crescer,” disse.

Ruschel também criticou a visão de Boulos e de outros defensores de políticas socialistas, que, segundo ele, promovem um “ciclo da miséria“. Ele alertou que medidas como a taxação de exportações ou a proibição de vendas externas, que já foram discutidas por setores do governo, poderiam levar à queda da produção, à escassez do produto e ao aumento dos preços.

Leia mais:

“Caso ela fosse implementada, o aumento da oferta interna levaria à queda de preços, comprimindo o lucro do produtor”, explicou o analista. “Há um desincentivo à expansão da produção, o que faz com que a queda inicial dos preços seja revertida para alta do preço, num segundo momento, pela queda da produção.”

Andrea Illy, presidente da Illycaffè, elogiou as práticas agrícolas regenerativas da Fazenda Serra do Boné | Foto: Reprodução/Flickr
Os preços do café estão cada vez mais amargos | Foto: Reprodução/Flickr

Ruschel foi ainda mais contundente ao afirmar que políticas intervencionistas, como o controle de preços, tendem a gerar escassez e prejudicar a economia como um todo. Ele citou exemplos históricos de regimes socialistas que adotaram medidas semelhantes e mergulharam seus países em crises econômicas.

“Quando o preço aumenta, pelos motivos apresentados, os néscios socialistas tiram da manga a ‘brilhante’ medida de tabelar os preços”, ironizou. “Como ninguém trabalha para produzir prejuízos, o ‘ganancioso’ produtor que ‘só pensa em lucro’ fecha as portas, promovendo a escassez, ou seja, o produto fica indisponível ao público.”

Enquanto Boulos critica o modelo atual e o acusa de beneficiar poucos em detrimento da maioria, Ruschel demonstra que o mercado global de café funciona com base em princípios econômicos sólidos, que, quando respeitados, geram riqueza e desenvolvimento para o país.

Leia também: “O Brasil se tornou uma armadilha para os investidores”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 251 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

11 comentários
  1. FRANCISCO FERREIRA
    FRANCISCO FERREIRA

    Esquerdistas, geralmente populistas de quinta, são mal intencionados, desonestos intelectuais, estimuladores de revolta e ódio dos imbecis zurradores. Desde sempre a cizânia é a arma predileta dessa escória da sociedade. Insuflar grupos antagônicos ao confronto é a forma que eles tem de fazer as besteiras deles sem serem notados, daí o ódio mortal às redes que escancaram a absoluta falta de caráter deles.

  2. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    O pensamento psolista é tão atrasado que não percebe que o alto preço do café, melhora a vida de produtores familiares, sendo um mitigador da pobreza. O Cakes é tão néscio que fala de coisas que não tem a mínima noção. Esse tipo de gente que queria ser prefeito de São Paulo ou presidente do Brasil. Estamos perdidos.

  3. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    💩Olá eu sou o BOULOS FECAIS – Eu entendo de ervas, papoulas e café tambem… A culpa é do Bozo e do agro faxista, naxista, maxista, raxista, insetixista… nós vai invadi todas as terras junto com o MST que é maior produtor de tudo organico e também cafe e arroize e cannabis.. Não mexam comigo senão vou feder mais ainda…e viva a sisterna que foi eu q inventei…

  4. Doutor Adão
    Doutor Adão

    Uai, aonde está o MST com a sua agricultura familiar para produzir o grão necessário para abastecer o consumo interno de café ? Ainda tem a cara de pau de usar o X para falar as suas bobagens !!

  5. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    Enquanto terrorista e criminoso estiver no parlamento político competente serão cassados e presos como está acontecendo hoje! O parlamento tem muito mais culpa do que o povo! Mas a luta continua!

  6. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Bom,
    esta aptidão por ervas e cogumelos… esta intrínseca vontade por socializar a miséria e viajar para Paris …
    Pois é, acaba afetando os neurônios, o cognitivo. E aquela mentira dita 1000 vezes que teima em não se tornar verdade, espelha um tal Pinóquio!

  7. Paulo Eduardo de Araújo Barnabé
    Paulo Eduardo de Araújo Barnabé

    Sempre Boulos, qual a novidade !

  8. Paulo Eduardo de Araújo Barnabé
    Paulo Eduardo de Araújo Barnabé

    Sempre Boulos, qual a novidade !

  9. Samir Arabi
    Samir Arabi

    É muito difícil explicar para um idiota/ canalha com esse que quando alguém empreende em qualquer área o objetivo final é o ganho ou lucro e que isso não é pecado. Afinal o produtor vai gerar empregos diretos e indiretos, recolher tributos e apesar deles não acreditarem ou fazer de conta que não acreditam, vai gerar e distribuir riqueza, mas e sempre tem um mas ,tenho certeza que ele sabe disso, porém a encenação é para a plateia de analfabetos funcionais que em troca de migalhas fica a sustentar essa corja.

  10. Antonio Carlos Rodrigues
    Antonio Carlos Rodrigues

    Dar voz para um parasita desses e perder tempo.
    Não conhece as leis de mercado, pois nunca trabalhou.

  11. Antonio Carlos Rodrigues
    Antonio Carlos Rodrigues

    Dar voz para um parasita desses e perder tempo.
    Não conhece as leis de mercado, pois nunca trabalhou.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.