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Política

Bolsonaro: ‘Ninguém tentou me convencer a dar um golpe’

Ex-presidente disse que a medida seria prejudicial para o país

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Bolsonaro fez a declaração à revista Crusoé | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou não ter sido convencido a tentar dar um golpe de Estado durante a sua passagem pela Presidência da República. O ex-chefe do Executivo fez a declaração em entrevista à revista Crusoé, divulgada nesta sexta-feira, 28.

“Desde quando assumi, falavam: “Ah, o Bolsonaro vai dar um golpe”, lembrou o ex-presidente. “Mas que golpe? Se tivesse de dar um golpe, daria durante o mandato. Não uma semana depois de ter deixado a Presidência da República.”

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Bolsonaro disse que em nenhum momento sentiu vontade de acionar o artigo 142 da Constituição Federal, para invocar uma suposta “intervenção militar pontual”. Ele explicou as consequências negativas que o Brasil poderia ter nesse caso.

“Dar um golpe é a coisa mais fácil que tem”, afirmou o ex-presidente. “O duro é o day after, o dia seguinte. Como é que o mundo vai se relacionar conosco? Temos experiência de países que tomaram medidas de força, e as consequências são péssimas. Você não vê uma ação minha fora das quatro linhas.”

Leia também: Advogado critica vazamento de dados financeiros de Bolsonaro

O ex-chefe do Executivo disse ainda ter ouvido “alguma pessoa ou outra” falar sobre golpe de Estado, mas rechaçou tentativas de convencimento para fazê-lo.

Bolsonaro também falou sobre Moraes

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O ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes trocam cumprimentos durante uma cerimônia de posse no TST, em Brasília – 19/05/2022 | Foto: Reprodução/Twitter

Interpelado sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro afirmou temer arbitrariedades do magistrado.

“Só possíveis arbitrariedades”, ressaltou o ex-presidente. “Fora isso, você não tem de temer ninguém neste país. Nem ele a nós, nem nós a eles. Isso é uma democracia. Se você passar a intimidar outras pessoas, está com os dois pés fora das quatro linhas.”

A respeito da sua inelegibilidade e dos planos para as eleições de 2026, o ex-presidente disse que só está morto “quando estiver enterrado”.

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