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Política

Bolsonaro ficará de repouso em casa durante mês de julho, dizem médicos

Ex-presidente passou por 'cirurgia extensa e internação prolongada'

jair bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro, durante um evento | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanecerá afastado de suas atividades e em repouso domiciliar durante todo o mês de julho. A decisão foi anunciada em comunicado divulgado nesta terça-feira, 1º, assinado pelo cirurgião geral dr. Claudio Birolini e pelo cardiologista dr. Leandro Echenique.

Segundo a nota, a medida tem como finalidade “garantir a completa recuperação de sua saúde após cirurgia extensa e internação prolongada, episódio de pneumonia e crises recorrentes de soluços, que dificultam a sua fala e alimentação”. Os médicos explicaram que Bolsonaro apresenta quadro que exige acompanhamento constante e repouso para evitar complicações adicionais.

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Durante o período de convalescença, o ex-presidente ficará afastado de compromissos públicos e de atividades políticas. O texto informa que “ele ficará afastado de suas atividades habituais, incluindo agendas públicas e atividade político-partidária, retornando tão logo esteja plenamente restabelecido”.

O comunicado também expressou agradecimento pela solidariedade recebida. “Agradecemos pela compreensão e apoio de todos”, registraram os profissionais responsáveis pelo acompanhamento médico. Assinado pelos dois médicos, o documento formaliza que qualquer retorno à rotina habitual dependerá de evolução clínica favorável.

Bolsonaro participou de ato no último domingo

Bolsonaro participou de um ato político no último domingo, 29, em que afirmou que a perseguição sofrida não tem como objetivo final a sua prisão. Atualmente, o ex-presidente é réu por suposta tentativa de golpe de Estado — ação da qual o relator é o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não importa a covardia que fizeram comigo, eu não posso fugir da verdade com vocês, que estão comigo”, declarou Bolsonaro. “O objetivo final não é me prender, mas eliminar. Não quero ser preso ou morto, mas não fugir da minha responsabilidade com vocês.”

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Na sequência, o presidente de honra do PL respondeu a uma das faixas dos manifestantes, a qual indagava: “O que fazer agora?”. A frase denota à atual inelegibilidade do político e o cenário político incerto para 2026.

“Se o país me der 50% da Câmara e 50% do Senado, não importa onde eu esteja, eu mudo os rumos do Brasil”, afirmou. “Se me derem isso, não importa onde eu esteja, aqui ou no além, quem eleger a maioria, não importa quem será eleito (para presidente).”

Leia também: “Partido representa?”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 223 da Revista Oeste

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