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Política

Bolsonaro aumenta IOF até o fim do ano para custear Auxílio Brasil

Medida irá gerar uma arrecadação extra estimada em R$ 2,14 bilhões

Bolsonaro
Presidente da República, Jair Bolsonaro | Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro editou nesta sexta-feira, 17, um decreto que aumenta as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), relacionados às operações de crédito para pessoas jurídicas e físicas, para financiar o novo Bolsa Família, o Auxílio Brasil, que vai ser lançado ainda em 2021.

Segundo o Palácio do Planalto, a medida irá gerar um aumento de arrecadação estimado em R$ 2,14 bilhões. As novas alíquotas valerão no período entre 20 de setembro de 2021 e 31 de dezembro de 2021.

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De acordo com o Ministério da Economia, para pessoas jurídicas a alíquota passará de 1,50% ao ano para 2,04% e, para pessoas físicas, subirá de 3,0% ao ano para 4,08%.

Por se tratar de decreto, o aumento do IOF entra em vigor de imediato e não depende de aprovação do Congresso. O efetivo aumento do Auxílio Brasil, por sua vez, ainda precisará de medida legislativa própria.

Auxílio Brasil

O novo benefício social irá beneficiar diretamente cerca de 17 milhões de famílias e vai por fim ao auxílio emergencial, criado para pessoas de baixa renda na pandemia.

O valor do Auxílio Brasil deve ser definido até o fim deste mês e deve girar em torno de R$ 300, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes. O programa é uma aposta do presidente para disputar à reeleição em 2022.

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5 comentários
  1. Evandro Tragancin Junior
    Evandro Tragancin Junior

    Bola fora do Presidente e do Paulo Guedes. Se querem propor o novo auxílio, que diminuam os outros gastos do governo. Ninguém aguenta mais tantos impostos para pagar lagosta e jatinho pra funça. Será que tributar dividendos (clara bitributação e um gigantesco aumento de impostos) não foi o suficiente? E, agora aumentar, o IOF para aumentar gastos enquanto não honram com os precatórios. O Presidente precisa de uma economia forte para se reeleger no ano que vem, não precisa de auxílios e aumento de benefícios. Mas, se o governo não reduzir seus gastos, o dólar nunca irá cair e a inflação será permanente, além da tributação sufocando o setor privado. Assim, fica difícil o Presidente e sua equipe econômica ajudarem em alguma coisa.

    1. SAMUEL DE SOUSA MOREIRA
      SAMUEL DE SOUSA MOREIRA

      concordo. Aumentar a arrecadação com aumento de impostos , no final quem vai pagar é o trabalhador, com o repasse dos custos para os produtos, no caso das pessoas jurídicas.

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Dilmão! Até o fim do ano, esse será o candidato do PT. Quem sabe, talvez até do PSOL. O imposto sobre ganhos de capital, nem o Guido Mantega teve o desplante de propor mas seu ministro socialista Posto Ipiranga é um grande entusiasta. Tudo bem, “conservadores-liberais-progressistas”? Ou seja lá que merda for.

    1. Silvestre Carlos Antunes Siqueira
      Silvestre Carlos Antunes Siqueira

      Imposto sobre ganho de capital, ficou doido Paulo Renato, se você considerar tributação sobre distribuição de lucros e dividendos como imposto sobre ganho de capital, eu até aceito, mas IOF é de doer, além disso, não estão criando o IOF, estão e aumento a alíquota.

      1. Paulo Renato Versiani Velloso
        Paulo Renato Versiani Velloso

        É isso aí, Silvestre. Você tem razão, eu é que já estou ficando maluco com tudo isso daí.

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