A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou nesta segunda-feira, 10, que o Brasil vive um “sistema ditatorial escancarado”. Em entrevista ao programa Oeste Com Elas, da Revista Oeste, a parlamentar também defendeu Jair Bolsonaro e cobrou o avanço da pauta da anistia no Congresso.
Segundo a deputada, a censura e os ataques ao devido processo legal evidenciam que governistas e aliados têm tratado adversários políticos como inimigos.
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“São tratados como inimigos a serem perseguidos, cassados, calados, retirados da cena política”, disse Bia Kicis. “Diante de toda censura, de todo ataque ao devido processo legal, como podemos falar de um sistema ditatorial disfarçado? Acho que está bem escancarado.”
A parlamentar também criticou o impasse em torno da anistia aos condenados do 8 de janeiro. Para ela, a pauta tem maioria no Congresso, mas enfrenta um “cabo de guerra” nos bastidores. “Toda semana ouvimos que a anistia vai entrar em pauta”, afirmou. “Inclusive, já aprovamos a urgência. Mas, na última hora, retiram de pauta, e ela não entra.”
Kicis denuncia “interferência” do STF na CPMI do INSS
Sobre a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Bia Kicis ressaltou interferência do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesse sentido, ela argumenta que a Corte tem enfraquecido o poder de investigação do Congresso ao “blindar testemunhas com habeas corpus”.“Infelizmente, nós vemos o STF diminuir a força, o valor e a missão da CPMI”.
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Contudo, mesmo com os entraves, a deputada defende a ideia de que a investigação avança. “O ‘Careca do INSS’ está preso”, destacou. “Há outros detidos. Muitos com sigilos bancários quebrados. A verdade está aparecendo.”
Deputada defende liderança incontestável de Bolsonaro
Bia Kicis ainda reafirmou o apoio a Jair Bolsonaro e criticou o que chamou de tentativa de apagá-lo da vida política. Para ela, o ex-presidente segue como líder incontestável e descarta “discutir outros nomes”. “Fazer isso é aderir ao golpe que querem dar na direita.”
“Eu sempre repito: eleição sem Bolsonaro é golpe!”, disse. “Nós, que estamos com ele, ao lado dele, precisamos reforçar essa liderança dele.”






































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