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Política

Barroso: 'Impeachment é a última opção'

O ministro, que vai presidir o TSE, também disse ver risco de ser necessário adiar as eleições municipais deste ano.

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro, que vai presidir o TSE, também disse ver risco de ser necessário adiar as eleições municipais deste ano

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, disse que “impeachment é a última opção”.

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A declaração foi dada em uma entrevista para jornal O Estado de S. Paulo, publicada neste sábado, 2.

Segundo Barroso, numa democracia, a maneira de se administrar a decepção é com eleições.

Sem se debruçar sobre acusações com potencial de levar o presidente Jair Bolsonaro a deixar o governo, o ministro foi taxativo: “É preciso que os fatos sejam graves, demonstrados”.

Tramita no Supremo em inquérito aberto a partir da declaração, feita pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, de que Bolsonaro teria tentado interferir politicamente na PF.

Barroso disse que a Corte “não é adversária” do governo. “Numa democracia, sempre existem fricções e tensões entre os Poderes. Isso não significa crise institucional”, observou.

O magistrado, que vai comandar o Tribunal Superior Eleitoral nas eleições deste ano, disse que não tem o desejo de adiar o pleito, mas disse ser inegável que, neste momento, há uma possibilidade real disso ser necessário.

“Gostaria de adiar por poucas semanas e em qualquer hipótese, de realizá-las este ano, para evitar qualquer prorrogação de mandato”, finalizou Barroso.

6 comentários
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    “Ipso facto”, não há a menor necessidade de um impeachment, pois o golpe já foi dado. Já vivemos uma ditadura do judiciário, aquela que o Rui Barbosa tanto temia. E o pior de tudo é que não contam com nenhuma divisão de exército para garanti-los como aquela que o Stalin questionou sobre o papa Pio XII, quando inquiriu: Quantas divisões tem o papa? Pois é.

  2. Jose Angelo Baracho Pires
    Jose Angelo Baracho Pires

    Estamos atentos a isentões e omissos. Que Barroso não se identifique nunca com o grupo de togados, que através de decisões monocráticas nos fazem duvidar de suas índole. Por exemplo, fazer reuniões com o centrao, presidentes das casas legislativas, Doria entre outros, junto à prefeitura de Paris, em plena entrada carnavalesca do codiv 19, não dá margem para se pensar em bastidores do parlamentarismo branco?

    1. Alvaro
      Alvaro

      Muito boa colocação, e sem dúvida qualquer movimento de impeachment é puramente um golpe de traição contra o Brasil e se isso acontecesse haveria uma guerra .

  3. Alberto Garcia Filho
    Alberto Garcia Filho

    Estranho a imprensa não estar dando destaque à fala do ex-deputado Roberto Jefferson. Há um golpe de estado em andamento para retirar Bolsonaro da Presidência da República. Vai além, diz que se fosse ele o presidente ignoraria o “ministro” Moraes e daria posse ao Ramagem.
    Tem mais é que peitar esses canalhas!

  4. Alessandro Rocha Fonseca
    Alessandro Rocha Fonseca

    O Ministro Barroso precisa entender que o impeachment do Presidente Bolsonaro não é “opção” ─ é #GolpeDeEstado. O PR não enfrenta “fricções e tensões entre os Poderes”, mas sabotagem. Não estamos “numa democracia”, quando há a ditadura da toga e a membresia do Supremo Tribunal Federal
    faz abuso de autoridade e tráfico de influência junto ao Senado. O Presidente do Senado Davi Alcolumbre não permite que a casa investigue a membresia do STF e vote os pedidos de impeachment de seus ministros, em contra partida, o STF não julga os crimes no Senado. Uma patifaria de primeira.

    1. José Carlos Anselmo De Andrade
      José Carlos Anselmo De Andrade

      Lamento a postura do ministro Barroso que muitas vezes, justiça seja feita, ficou do lado certo. Só que agora parece que os ministros do STF elegeram um inimigo em comum: o presidente Bolsonaro. Só que ele foi eleito democraticamente, não cometeu crime algum e tem o apoio do povo. Não aceitaremos a ditadura da toga!!!

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