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Política

Barroso recebe presidentes de 'STFs' da América Latina

Presidente do Tribunal falou em meios de enfrentamento da desinformação e da violência no Brasil

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O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, recebe magistrados que ocupam o cargo equivalente ao dele em países da América Latina - 5/5/2025 | Foto: Cristyan Costa/Revista Oeste

Nesta segunda-feira, 5, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, participou de um evento, na Corte, com magistrados que ocupam o mesmo cargo que ele em países da América Latina.

Estiveram no ato representantes dos Tribunais Constitucionais dos seguintes países: Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai.

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Durante a cerimônia, Barroso criticou as notícias falsas que circulam nas redes sociais e disse que “mentir tem de voltar a ser errado novamente”. “O que aconteceu no mundo contemporâneo é que cada uma das tribos passou a criar a sua própria narrativa e a verdade foi perdendo a importância”, disse. “Os fatos já não são mais os fatos objetivos, são os fatos alternativos que cada um cria para os fatos corresponderem às suas crenças, já que, muitas vezes, as crenças não correspondem aos fatos.”

Conforme o presidente do STF, “esse é um problema grave”. “Não podemos deixar de ter em linha de conta ao pensar o mundo contemporâneo”, defendeu. “A verdade, numa democracia é plural, a verdade não tem dono, mas as mentiras deliberadas têm e nós precisamos ser capazes de combatê-las.”

Presidente do STF, Barroso fala sobre segurança pública

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O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, durante uma sessão plenária – 23/4/2025 | Foto: Ton Molina/Fotoarea/Estadão Contéudo

De acordo com Barroso, o Brasil enfrenta três criminalidades: a comum, a organizada e a institucional.

Barroso observou que a segurança pública é a segunda maior preocupação dos brasileiros, atrás apenas de economia e saúde, que empatam em primeiro lugar. Disse ainda que o Brasil tem 35 mil homicídios dolosos por ano — o que corresponde a 10% dos homicídios do mundo.

Como uma das soluções de enfrentamento da violência, Barroso citou a ADPF das Favelas, criticada pela oposição por engessar a polícia.

Para o juiz do STF, contudo, o mecanismo propõe um plano de ação ao Estado do Rio de Janeiro que diminui a “letalidade policial”, reconhece que “matar gente pobre não pode ser política de segurança pública” e empodera a Polícia Federal.

Leia também: “As confissões de Barroso”, artigo publicado na Edição 265 da Revista Oeste

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