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Política

Banco Master tentou entrar no Minha Casa, Minha Vida

Ex-ministro de Dilma defendeu atuação do banco privado, mas proposta não avançou

Banco Central São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na Rua Elvira Ferraz, no bairro do Itaim Bibi | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Banco Master tentou viabilizar uma operação para gerir recursos do programa Minha Casa, Minha Vida de forma independente. A proposta, apresentada ao governo federal, previa que a instituição atuasse sem nenhuma subordinação administrativa ou financeira à Caixa Econômica Federal. As informações são do portal Metrópoles.

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O plano foi formalizado em março de 2024 pelo ex-ministro do Esporte do governo Dilma, Ricardo Leyser Gonçalves, representante da VBG Engenharia. No documento enviado ao Ministério das Cidades, o projeto sugeria que o Banco Master e outras financeiras privadas recebessem verbas da União para contratar construtoras em municípios de pequeno porte.

O objetivo da articulação era focar cidades com até 80 mil habitantes. Segundo a proposta, o Banco Master teria autonomia para gerenciar os contratos, eliminando o papel da Caixa na análise e na liberação de medições de obras.

A proposta do Banco Master para a habitação

De acordo com o ofício, a intenção era criar uma capacidade de execução paralela à do banco público. Leyser argumentou que instituições como o Banco Master são mais flexíveis e enxutas para atender às necessidades de mais de 5 mil prefeituras brasileiras.

“Subordinar a Modalidade Oferta Pública a qualquer tipo de subordinação financeira e/ou administrativa à CEF significa a inviabilização da participação das instituições financeiras privadas”, afirmou o representante no documento. “As instituições financeiras tomarão para si o risco de contratação das construtoras.”

O Ministério das Cidades informou ao portal que nunca regulamentou a modalidade, apesar das reuniões entre executivos da pasta e representantes da empresa. Além da falta de normas, o governo federal declarou que não havia dotação orçamentária para a operação.

Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida foi tomada após a identificação de fraudes bilionárias na instituição, que somaram cerca de R$ 12,7 bilhões.

Leia também: “Governo Lula firmou contratos de R$300 mi com empresa ligada a Vorcaro”

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1 comentário
  1. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    Acharam pouco a chave do cofre do qual enfiaram R$ 72 bilhões tripa arriba dos Manés ???

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