A articulação política do governo voltou a ser contestada. Depois de o Executivo encaminhar a Medida Provisória (MP) nº 927, que abre brecha para a suspensão de contratos de trabalho durante quatro meses, a cobrança retornou aos patamares ‘pré-coronavírus’. O clima é semelhante ao da polêmica votação dos vetos ao Orçamento impositivo.
O Palácio do Planalto é acusado por líderes partidários de enviar projetos ao Congresso sem dialogá-los antes. O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, mantém conversas com os parlamentares, a ponto de ter definido na última semana a agenda para liberar R$ 8 bilhões em emendas impositivas.
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O presidente Jair Bolsonaro anunciou, no Twitter, que decidiu revogar o artigo 18 da MP 927. O dispositivo a suspensão do contrato de trabalho durante quatro meses. As críticas, contudo, ainda permanecem. Antes mesmo de ele adotar a medida, líderes acusavam que o governo articula quando lhe convém.
A agenda de combate ao coronavírus, acusam líderes, não vem sendo transparente pela articulação política, pelos ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e da Economia. “As reuniões deveriam estar ocorrendo entre os ministros principais, Mandetta e o Guedes, e líderes de todos os partidos. Não por questão de ideologia partidária, mas para ter certeza absoluta que, o que definir, será votado no dia seguinte”, sustentou um líder do principal bloco da Câmara.
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