Em entrevista ao programa Oeste Com Elas, nesta quarta-feira, 22, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a anistia aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro de 2023 deve voltar à pauta em cerca de 15 dias.
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Conforme Sóstenes, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que os líderes partidários solicitaram ao menos duas semanas de votações menos polêmicas. Eles entendem que os últimos debates trouxeram desgaste à Casa Legislativa e que o momento pede mais calmaria. Confira a entrevista completa abaixo.
“Estou muito confiante que a anistia vai passar na Câmara dos Deputados”, afirmou Sóstenes ao Oeste com Elas. “Conversei essa semana com Hugo Motta, porque estamos vindo de muitas votações polêmicas. Então, os líderes pediram duas semanas de votações mais tranquilas. Imagino que, na primeira semana de novembro, possamos apreciar essa pauta. Mas estou lutando para que seja o mais breve possível. Contudo, deve ser em uns 15 dias.”
Anistia em vez de dosimetria

Ainda durante a entrevista, Sóstenes comentou a tentativa do relator da proposta, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), mudar a anistia aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro por uma pena mais branda. Esse fato chegou a mudar a nomenclatura popular da proposta, que passou de Projeto da Anistia para Projeto da Dosimetria.
Segundo o líder do PL, há uma modalidade legislativa que pode garantir o perdão amplo, geral e irrestrito, antes mesmo da votação da proposta do relator. “A anistia, votamos a urgência, com 311 votos”, disse.
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“Foi nomeado um relator, que quer alterar pela dosimetria”, acrescentou Sóstenes. Não concordamos com isso. Vamos apresentar um destaque de preferência, que é um mecanismo para votar, antes do texto do relator, um texto alternativo. Vamos apresentar a anistia dos fatos desde 2019 até a promulgação da lei. Todo o meu tempo é para que essa anistia seja articulada, votada e apreciada.”
Outros trechos da entrevista com Sóstenes Cavalcante
- STF
“A verdade é que estamos vivendo uma juristocracia, especialmente de alguns ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, que ultrapassa o respeito constitucional e o respeito aos outros Poderes. É um desserviço à Suprema Corte brasileira, junto a alguns colegas que o acompanham nessa caça persecutória.
Isso não vem de hoje, começa lá atrás, um pouco antes do impeachment da presidente Dilma, quando ela tentou nomear Lula como ministro, e o STF impediu. O STF não tem que se meter em nomeação de presidente. Depois, veio mais uma no governo Temer, quando ele tentou nomear Cristiane Brasil para ministra, e o STF interveio. Com Bolsonaro, impediram a nomeação de Ramagem na Polícia Federal.
Isso só falando de interferência no Poder Executivo, no Legislativo então, são dezenas e dezenas, mas cito o tema do aborto e do IOF.
São desrespeitos, um atrás do outro, fora das quatro linhas da Constituição Federal, e digo que isso enfraquece a nossa democracia.”
- Eleições 2026
“Primeiro, acho que o pleito ainda não começou. Deixa a esquerda achar que eles estão indo muito bem.
Faz parte da estratégia, e acho que o presidente Bolsonaro faz muito bem em aguardar. Primeiro, porque ainda estamos trabalhando a anistia, e, dando certo, ele estará nas urnas em 2026.
Mas se, em razão da saúde debilitada ou qualquer outra limitação, ele entender que é hora de indicar alguém, nós vamos abraçar. Na minha avaliação pessoal, essa decisão tem que ficar para fevereiro do ano que vem.“
- Impostos
“Muitas dessas novas taxas são feitas via decreto presidencial ou atos que não passam no Congresso. Alguns que vêm, nós conseguimos barrar, como o IOF. Como oposição no Parlamento, temos feito a nossa parte contra o ‘Taxad’. Quando veio para cá, o governo teve dificuldade em quase todos os projetos de criação de imposto.”
Esse Sóstenes tem uma cara de bundão. Eu nunca vi congressistas tão frouxos, bananas e fracos como os dessa legislatura. Nenhum ali parece usar calças.
Coloca essa porra pra votar
As vezes é necessário sonhar com os jovens do Iêmen
O Sostenes acredita no Hugo ? ?