publicidade
Política

Torres pede suspeição de delegado afastado por ele e que agora o investiga

Defesa pediu ainda que fosse instaurado um processo administrativo contra Clyton Eustáquio Xavier

Anderson Torres
Anderson Torres foi preso em janeiro e solto em maio de 2023 | Foto: Lula Marques/Agência Brasil | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Os advogados de defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, acionaram a Polícia Federal (PF) para pedir a suspeição do delegado da PF Clyton Eustáquio Xavier, que conduz os dois processos administrativos contra Torres. Xavier é presidente da Segunda Comissão de Disciplina da Corregedoria-Geral.

O pedido, feito na quinta-feira 4, foi realizado com base em um acontecimento entre o delegado e Torres, que ocorreu em maio de 2021. Na ocasião, o então ministro da Justiça exonerou Xavier do posto de diretor de Operações da Secretaria de Operações Integradas da PF.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais sobre Política em Oeste

De acordo com a defesa de Torres, isso comprometeria a independência e a isonomia de Xavier, agora investigador. “A posição do Sr. Clyton no cargo de DAS 101.5 do Ministério da Justiça ― do qual foi exonerado por Anderson ―, lhe garantia uma significativa vantagem patrimonial de quase R$ 14 mil mensais”, argumentaram os advogados na ação.

“É razoável e natural reconhecer, sobretudo quando a posição é de grande destaque no governo federal, que a exoneração tem o condão de gerar, no agente exonerado, inequívoco sentimento de contrariedade e antipatia pelo agente que o exonerou”, continuou a defesa. Segundo os advogados de Torres, o delegado teria um interesse pessoal que poderia prejudicar Anderson Torres.

+ Defesa de Anderson Torres quer anulação de PAD na PF por criação ilegal de aves

A defesa levantou suspeitas sobre a atuação de Xavier. Para eles, seria estranho o ex-ministro ter sido indiciado 24 horas depois de seu interrogatório no inquérito que apura os atos de vandalismo que ocorreram em 8 de janeiro, em Brasília.

“É forçoso reconhecer que o relatório e suas conclusões já estavam prontos antes mesmo da oitiva do acusado”, continuou a defesa. “O interrogatório, aliás, não foi sequer considerado no indiciamento.”

+ Justiça autoriza pagamento de R$ 145 mil em retroativos por ano a juízes federais

Os advogados pediram ainda que fosse instaurado um processo administrativo contra Xavier. Além disso, que ele, no mínimo, deveria ter informado os superiores sobre sua exoneração quando Anderson Torres era ministro.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. MNJM
    MNJM

    O país do avesso. É inacreditável só mesmo na República das Bananas. PF está aparelhada virou lixo. Decadência.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade