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Política

Aliado de Alcolumbre assume diretoria estratégica da Codevasf

Nomeação de Márcio Adalberto Andrade ocorre depois de sucessivas derrotas do governo Lula no Congresso

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, à esquerda do leitor; e o presidente da Câmara, Hugo Motta, à direita - 6/5/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, à esquerda do leitor; e o presidente da Câmara, Hugo Motta, à direita - 6/5/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O engenheiro agrícola Márcio Adalberto Andrade assumiu, na última sexta-feira, 8, a Diretoria de Desenvolvimento da Codevasf. A nomeação ocorreu pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.

Servidor de carreira da estatal, Andrade já ocupou cargos internos na companhia, incluindo a Superintendência Regional da Codevasf no Amapá. Nos bastidores, o novo diretor é identificado como aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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A mudança ocorreu pouco mais de uma semana depois de duas derrotas do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional: a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria.

Depois dos episódios, auxiliares do Planalto chegaram a discutir um possível afastamento político em relação a Alcolumbre, movimento que não avançou. Nos últimos dias, interlocutores do governo e do Senado passaram a relatar uma tentativa de reaproximação entre o presidente Lula e o senador amapaense.

A Diretoria de Desenvolvimento e Infraestrutura é uma das áreas responsáveis pela condução de contratos de obras, pavimentação e projetos executados pela companhia.

A importância da Codevasf

Criada em 1974, a Codevasf é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. A estatal executa obras de infraestrutura, pavimentação, sistemas de abastecimento de água, irrigação e projetos de desenvolvimento regional em diversos Estados.

Nos últimos anos, a Codevasf ganhou peso político porque passou a executar bilhões de reais em emendas parlamentares. Na prática, deputados e senadores direcionam verbas do Orçamento para obras e compra de equipamentos em seus redutos eleitorais, enquanto a estatal fica responsável por contratar e executar os projetos. O controle de cargos na companhia passou, assim, a ser disputado por grupos do centrão.

Em janeiro deste ano, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou que a estatal regulamentasse procedimentos ligados à execução de emendas parlamentares. Em março, voltou a cobrar esclarecimentos sobre pagamentos considerados irregulares.

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