publicidade
Política

Alessandro Vieira pede quebra de sigilos da mulher de Moraes

Relator da CPI do Crime Organizado vê 'fundadas suspeitas' de que o contrato entre Viviane Barci e o Banco Master seja fruto de lavagem de dinheiro

alessandro vieira 8 de janeiro
O senador Alessandro Vieira é crítico de excessos do Supremo Tribunal Federal | Foto: Pedro França/Agência Senado

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou, nesta segunda-feira, 2, um requerimento de convocação e de quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da advogada Viviane Barci de Moraes. Ela é mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No pedido, Vieira alega que há “fundadas suspeitas” de que o contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório de advocacia de Viviane e o Banco Master seja “produto direto” da lavagem de dinheiro de organizações criminosas.

Receba nossas atualizações

O senador também requisitou a quebra dos sigilos de outro escritório mantido por ela e da empresa Lex Instituto de Estudos Jurídicos, que detém imóveis e carros de luxo da família.

Alessandro Vieira alega “indícios” de atuação de facções criminosas

Alessandro Viera usou como justificativa para a quebra dos sigilos as negociações entre o banco de Daniel Vorcaro e a Reag, alvo da Operação Carbono Oculto. Deflagrada pela Polícia Federal em agosto, a ação investiga a lavagem de dinheiro de facções criminosas no mercado de combustíveis e em instituições financeiras.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Segundo o requerimento, as investigações apontam que o Master “teria sido irrigado por bilhões de reais oriundos de fraudes e tráfico de drogas ligados ao Primeiro Comando da Capital”.

“A engenharia financeira desvelada aponta que fundos de investimento geridos pela Reag captavam recursos da facção criminosa e os internalizavam no Banco Master através da compra massiva de CDBs”, afirmou Vieira. “Deste modo, há fundadas suspeitas de que os R$ 129 milhões devidos à Barci de Moraes Sociedade de Advogados não constituiriam mera receita operacional de uma instituição financeira lícita, mas sim o produto direto da lavagem de dinheiro.”

Para o relator da CPI, o contrato entre Viviane e o Master é uma “anomalia econômica” que “desafia a lógica econômica do mercado”.

Leia também: “O Banco Master chegou ao Planalto”, reportagem publicada por Carlo Cauti na Edição 307 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Deveriam seguir o dinheiro até hoje

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade