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Política

Alesp aprova reajuste de 10% para policiais militares e civis

Projeto paralelo reestrutura carreira da PM com novas regras de promoção e gestão de efetivo

Alesp aprova reajuste de 10% para policiais militares
Efeitos do reajuste devem começar já nesta quarta-feira, 1º | Foto: Rodrigo Romeo/Alesp

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, na noite desta terça-feira, 31, um reajuste salarial de 10% para policiais militares, civis e técnico-científicos do Estado. O Projeto de Lei n° 226/2026, encaminhado pelo Executivo há menos de duas semanas, foi aprovado por unanimidade em plenário e segue para sanção do governador.

A medida deve produzir efeitos já a partir desta quarta-feira, 1º. O aumento incidirá sobre os vencimentos de todas as classes e carreiras previstas na Lei Complementar n° 731/1993, alcançando mais de 198 mil servidores, entre ativos e inativos, segundo o governo estadual.

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O impacto orçamentário estimado para 2026 é de pouco mais de R$ 1 bilhão, com projeção superior a R$ 1,75 bilhão nos anos seguintes. Na justificativa do projeto, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que a medida não compromete o equilíbrio fiscal do Estado no curto prazo.

“A saúde fiscal do Estado não sofrerá qualquer risco no presente ano, nem nos dois anos subsequentes”, diz o texto.

Carro da Polícia Militar (PM) do Estado de São Paulo
Carro da Polícia Militar (PM) do Estado de São Paulo | Foto: Divulgação

Serão contemplados, no âmbito das Polícias Civil e Técnico-Científica, cargos como delegados, escrivães, investigadores, peritos criminais, médicos-legistas e papiloscopistas, entre outros. Na Polícia Militar, o reajuste abrange todas as patentes, de soldados a coronéis, incluindo o comando-geral da corporação.

Líder do governo na Alesp, o deputado Gilmaci Santos (Republicanos) afirmou que o aumento, embora insuficiente diante das demandas da categoria, representa um esforço dentro das limitações orçamentárias. Segundo ele, a medida deve contribuir para melhorar as condições de trabalho dos agentes e a qualidade do serviço prestado.

O projeto tramitou em regime de urgência e recebeu parecer favorável das comissões permanentes na última semana. Ao todo, foram apresentadas 32 emendas, todas rejeitadas pelo relator.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante sanção da lei favorável às escolas cívico-militares, em 2024 | Foto: Marcelo S. Camargo/Governo do Estado de SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante sanção da lei favorável às escolas cívico-militares, em 2024 | Foto: Marcelo S. Camargo/Governo do Estado de SP

Alesp vota reestruturação de carreiras na Polícia Militar

Na mesma sessão, os deputados também aprovaram, por unanimidade, o Projeto de Lei n° 227/2026, que promove uma reestruturação nas carreiras da Polícia Militar paulista. A proposta busca reorganizar a progressão funcional, com critérios de promoção mais claros e baseados em mérito, além de flexibilizar a gestão do efetivo.

Relator da matéria nas comissões, o deputado Capitão Telhada (PP) afirmou que o texto foi elaborado pela própria corporação e tem como objetivo garantir fluxo contínuo de ascensão na carreira. “Que o policial possa ingressar como soldado, ascender a cabo e ter a oportunidade de prestar concurso para a escola de sargentos”, disse.

Entre as principais mudanças, está a extinção do cargo de soldado de segunda classe, substituído pela figura do aluno-soldado. Depois da conclusão do curso de formação, o policial será promovido automaticamente a soldado de primeira classe. A medida deve beneficiar, já em 2026, cerca de 10,6 mil policiais.

Polícia Militar (PM)
Agente da Polícia Militar de São Paulo ao lado de uma viatura da corporação | Foto: Agência Brasil/Rovena Rosa

O projeto também estabelece novos critérios de tempo mínimo para promoções em diferentes patentes. Soldados com cinco anos de serviço poderão ascender a cabo, o que pode alcançar aproximadamente 16 mil profissionais. Para sargentos e subtenentes, o texto fixa interstícios mínimos e condiciona avanços à conclusão de cursos de habilitação.

Outra alteração relevante diz respeito à gestão do efetivo. A proposta permite ao governo definir, por decreto anual, a distribuição de policiais por posto e graduação, dentro dos limites estabelecidos em lei. A expectativa é que a medida aumente a eficiência operacional e contribua para uma progressão de carreira mais dinâmica.

As novas regras de promoção devem começar a valer a partir de 2026, condicionadas à regulamentação e à existência de vagas nas graduações superiores.

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