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Política

Alckmin aposta em ‘boa química’ em novo encontro entre Lula e Trump

Vice-presidente tenta emplacar discurso mais ameno com distância das tensões tarifárias

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que esteve em São Paulo nesta segunda-feira, 4 | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que esteve em São Paulo nesta segunda-feira, 4 | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira, 4, em São Paulo, que espera que o encontro entre o presidente Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para ocorrer nesta semana em Washington, seja conduzido com foco no diálogo e no fortalecimento das relações bilaterais. “Torço para que essa boa química possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países”. 

A declaração ocorre em meio à preparação do governo brasileiro para a reunião, tratada pelo Planalto como estratégica do ponto de vista econômico. Alckmin destacou que os Estados Unidos ocupam posição relevante como principal investidor estrangeiro no Brasil e terceiro maior parceiro comercial, atrás da China e da União Europeia.

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Alckmin: discurso pragmático

Ao comentar o histórico recente de tensões comerciais, o vice-presidente relativizou medidas tarifárias adotadas anteriormente pelos norte-americanos, argumentando que o Brasil não figura entre os países com superávit na balança comercial com os Estados Unidos. A fala está alinhada à tentativa do governo de reposicionar a relação bilateral em bases mais pragmáticas e menos conflituosas.

Alckmin também mencionou potenciais temas de negociação, como regulação de grandes empresas de tecnologia, exploração de minerais estratégicos e atração de investimentos em infraestrutura digital, incluindo projetos voltados à instalação de data centers. A ênfase em uma agenda econômica ampla indica o esforço do governo em apresentar o encontro como uma oportunidade de ganhos mútuos, ainda que sem detalhar eventuais contrapartidas ou divergências em discussão.

Leia também: “Naufrágio em dose dupla”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 320 da Revista Oeste

As declarações foram feitas durante evento na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, onde o vice-presidente também defendeu o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. Dados divulgados pela entidade, com base em pesquisa com empresas suecas, apontam a expectativa de ampliação de investimentos e exportações, números que foram utilizados por Alckmin para sustentar a narrativa de confiança no ambiente econômico brasileiro.

No mesmo evento, o vice-presidente comentou o relançamento do programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas e pequenas empresas. Segundo ele, a iniciativa pode oferecer descontos elevados e facilitar o acesso ao crédito, embora a avaliação sobre impacto fiscal e alcance efetivo do programa não tenha sido detalhada.

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1 comentário
  1. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Muito estranha essa reunião marcada em cima da hora não dá para entender como Trump cai na conversinha de charlatão?

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