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Política

Agro, evangélicos e bancada da bala se unem no Congresso para desafiar STF

Clima de tensão entre Poderes preocupa Planalto, que tem projetos prioritários para votar no Congresso, como o da reforma tributária

Senado Congresso
União entre ruralistas, evangélicos e bancada da bala preocupa Planalto | Foto: Rodrigo Viana/Senado Federal

A Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) decidiu pressionar o Congresso com um conjunto de propostas favoráveis à tese do marco temporal. Enquanto a proposta não for aprovada no Senado, a FPA ameaça enfrentar o Supremo Tribunal Federal (STF) e até obstruir votações no Congresso.

A frente passou a contar com o apoio das bancadas evangélica e da bala. A aliança entre as três frentes provoca tensão entre os Poderes e preocupa o Palácio do Planalto.

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Força no Congresso

O novo movimento foi iniciado nessa quinta-feira 21, depois da Corte considerar inconstitucional o marco temporal das terras indígenas.

A aliança tem apoio da maioria dos partidos do Centrão e pode unir mais da metade do Congresso contra o Supremo.

Líderes da FPA e das frentes parlamentares evangélica e da segurança pública irão se reunir na próxima semana, em Brasília, para definir uma estratégia.

A ideia é pressionar o Senado e aprovar o marco temporal das terras indígenas e pressionar o Supremo.

marco temporal indios brasilia
Aliança entre bancadas ruralista, evangélica e da bala iniciou depois do STF considerar inconstitucional a tese do marco temporal | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Governo preocupado

A união de deputados e senadores das três bancadas pode prejudicar votações de temas prioritários do governo federal.

Entre elas, estão a reforma tributária, novas regras de cobrança de impostos para fundos exclusivos e offshores e até a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

“Nós vamos usar todos os instrumentos regimentais para obstruir as votações na Câmara e no Senado, com o objetivo de garantir o direito à propriedade”, disse o deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, ao jornal O Estado de S. Paulo.

O coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, Silas Câmara (Republicanos-AM), afirmou que o Supremo “atropela o Poder Legislativo e tenta implantar uma ditadura da toga” e que o Congresso não pode ficar de braços cruzados diante do protagonismo observado do STF.

A aliança das bancadas do agro, da bala e evangélica iniciou um movimento de pressão no Senado.

O projeto de lei que defende a tese do marco temporal deverá ser votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

A proposta prevê que a demarcação de territórios indígenas precisa respeitar a área ocupada até a Constituição de 1988.

Se passar pela comissão e for aprovado no Senado, o projeto ainda terá de ser sancionado pelo presidente Lula, que é contra.

Há também duas propostas de emenda à Constituição (PECs) no Congresso que preveem a demarcação das terras indígenas.

“As nossas frentes parlamentares, juntas, têm condição de aprovar o marco temporal no Senado e as emendas constitucionais que estão na Câmara”, comentou o deputado Alberto Fraga (PL-DF), que preside a frente conhecida como bancada da bala ao jornal O Estado de S. Paulo.

“O Supremo ultrapassou todos os limites e está usurpando as funções do Congresso. Vamos até as últimas consequências para vencer essa batalha.”

A ideia é que outras bancadas também se juntem ao movimento, como a Frente Parlamentar Católica Apostólica Romana, que reúne 193 deputados.

Como muitos parlamentares estão em mais de uma frente, não é possível saber o número exato de congressistas dispostos a enfrentar o Supremo.

A FPA tem 347 parlamentares, a bancada evangélica conta com 236 e a de segurança pública, 292.

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5 comentários
  1. ciro luna camargo barros
    ciro luna camargo barros

    A única solução é o Congresso trancar todas as pautas em respeito aos votos do povo contra a agressão da ditadura do judiciário militante esquerdista nomeados sem votos, criar e votar leis para contrapor cada decisão autoritária monocrática ou corporativa deste ativismo esquerdista

  2. FATIMA
    FATIMA

    Será que podemos nos animar na reação do congresso contra a supremacia da toga?
    Pra cima dekes, bancadas! Unidas, conseguem o que o Brasil quer: aprovar o marco temporal, impedir a liberação das drogas e do aborto,
    E unidas, conseguem fazer o caPacheco pautar o impeachment do mor@e$ e outros mais.
    AVANTE, BANCADAS! O POVO ESTÁ COM VOCÊS!

  3. Manfred Trennepohl
    Manfred Trennepohl

    O Congresso Nacional demorou muito para reagir. Não importa agora, o mais importante é reagir às ingerências do STF no Legislativo. Deputados e senadores precisam mostrar aos ministros do STF, ao executivo que quem estabelece leis é o Legislativo. Não pode haver recuo sob hipótese alguma. Se o Congresso Reagir, com certeza terá o apoio do povo brasileiro. Mas precisa ser uma reação forte e firme.

  4. Felipe Correia
    Felipe Correia

    Vai, bancada da bala! Vai agro! Vai cristãos!!!
    Mostrem a força da direita!!! Esquerda maldita não passará!

  5. Silva
    Silva

    Se algum dos ‘BBBs’ (Bala, Biblia e Boi) ‘peidar na farofa’, joga os outros pras cobras. Nada de ‘vamos aprovar a PEC do marco temporal’, drpois ‘confie em nós’ que aprovamos a PEC contra o aborto, ou PEC contra as drogas’. Nada disso! Está cheio de traíras, oportunistas, e aproveitadores no Centrao. Ou aprova as três PECs juntas, ou cada um que se vire.

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