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Política

Advogados de Bolsonaro negam uso de celular em visita de Nikolas

Defesa afirma que ex-presidente cumpriu estritamente as medidas cautelares impostas por Moraes

Bolsonaro teve prisão domiciliar revertida um dia depois de visita de Nikolas I Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Bolsonaro teve prisão domiciliar revertida um dia depois de visita de Nikolas I Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou o uso de aparelho celular durante uma visita do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O encontro ocorreu na última semana.

A proibição do uso de celular foi uma das medidas cautelares impostas a Bolsonaro ao longo dos três meses em que o ex-presidente esteve em prisão domiciliar. A restrição deveria ser respeitada, também, pelos que visitassem o ex-chefe do Executivo.

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu explicações à defesa de Bolsonaro, depois de circularem nas redes sociais fotos que mostram quando Nikolas mexe em um celular na frente do ex-presidente. As fotos, no entanto, não mostram Bolsonaro utilizando nem interagindo com o aparelho.

“O Peticionário cumpria à exatidão a determinação de Vossa Excelência, sem uso ou mesmo contato visual com o aparelho celular do deputado federal”, afirmou a defesa. “O Peticionário reafirma que sempre cumpriu estritamente todas as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal, reiterando que não fez o uso de qualquer telefone celular, direta ou indiretamente, ao longo de todo o período em que esteve submetido à prisão domiciliar.”

Nikolas também se manifestou sobre o assunto nas redes sociais. Ele afirmou que “não houve comunicação prévia” de qualquer restrição ao uso de celulares durante a visita. “Nem por parte do Judiciário, nem pelos agentes responsáveis pela fiscalização durante a visita”, disse.

Nikolas também criticou o fato de um drone ter sido usado para registrar as imagens da casa do ex-presidente no momento da visita. Segundo o parlamentar, o episódio representa uma grave violação de privacidade, além de ser incompatível com a ética jornalística.

Leia também: “A vez da segurança pública”, reportagem publicada na Edição 297 da Revista Oeste

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